O Fluminense estima um impacto financeiro superior a R$ 100 milhões após a Medida Provisória anunciada pelo governo federal, que determinou a proibição total das casas de apostas no país. O presidente Mattheus Montenegro afirmou que a decisão também atinge contratos de placas do campo e uniformes, além do patrocínio máster.
De acordo com o dirigente, as camisas são produzidas com seis meses de antecedência, o que amplia os efeitos da medida sobre o clube. Mattheus também questionou a decisão por ter sido tomada sem um período de transição e afirmou que ela preocupa o futuro do Fluminense.
O presidente tricolor ainda avaliou que a mudança pode atingir simultaneamente a maioria dos clubes brasileiros. Na visão dele, essa concentração reduziria o valor dos patrocínios, já que as empresas interessadas encontrariam quase todos os clubes disponíveis ao mesmo tempo.
Em nota divulgada antes do anúncio da MP, o Fluminense reconheceu a legitimidade do debate, mas defendeu, no mínimo, um período de transição adequado caso ocorram mudanças. O clube citou preocupações relacionadas à segurança jurídica e à possibilidade de violação de leis e da Constituição.
Argumentos contra a medida
Mattheus também mencionou a arrecadação das bets para o governo. Segundo ele, as empresas recolheram R$ 9 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, enquanto a MP não estima o impacto da proibição sobre essa receita.
O dirigente apontou ainda o risco de fortalecimento do mercado clandestino e criticou a falta de urgência. Para ele, o tema já vinha sendo discutido no Congresso e, por isso, não haveria justificativa para uma decisão tomada de forma imediata.



