O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que a medida provisória oficializada pelo governo federal, que proíbe as casas de apostas de operar no Brasil, pode causar um impacto superior a R$ 100 milhões no clube. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira e, segundo o dirigente, ocorreu sem período de transição.
Montenegro disse que a proibição simultânea das bets pode fazer com que a maioria dos clubes brasileiros perca seus patrocínios ao mesmo tempo. Na avaliação dele, isso reduziria o valor de mercado das camisas, já que quase todas as equipes ficariam disponíveis para as empresas interessadas.
“O que preocupa o Fluminense e todo o futebol brasileiro é o impacto de uma medida tomada de um dia para o outro”, declarou o presidente. Ele também levantou dúvidas sobre a segurança jurídica da decisão e afirmou que ela pode entrar em conflito com leis e com a Constituição.
Receita e mercado clandestino
O dirigente ainda citou a arrecadação das casas de apostas para o Governo. De acordo com Montenegro, as empresas recolheram R$ 9 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, enquanto a medida não apresenta uma estimativa sobre os efeitos da proibição nessa receita.
Entre os riscos apontados pelo presidente do Fluminense estão o fortalecimento do mercado clandestino e a ausência de urgência para a adoção da medida. Ele lembrou que o tema já vinha sendo discutido no Congresso.




