A CBF e os clubes discutem mudanças em quatro áreas do futebol brasileiro: transferências entre equipes da mesma competição, condições dos gramados, número de rebaixados da Série A e arbitragem. As propostas surgem após a redução do limite de estrangeiros nos elencos e a padronização dos horários das partidas das Séries A e B.
A principal possibilidade é retirar a restrição que impede um jogador de trocar de clube depois de atingir determinado número de partidas. Atualmente, o limite é de 12 jogos. A proposta tem apoio de grandes equipes, entre elas Flamengo e Palmeiras, mas enfrenta resistência de clubes médios e menores, que temem perder atletas para os times mais ricos. A medida pode ser aprovada para 2027, em uma reunião prevista provavelmente para outubro.
Gramados e rebaixamento
A discussão sobre os campos deve deixar em segundo plano a possível proibição dos gramados sintéticos. O estado de alguns pisos naturais levou os clubes a defenderem um plano de monitoramento para todos os estádios utilizados nas duas principais divisões do país. A ideia é que profissionais façam vistorias, por exemplo, a cada dois meses. Em caso de reprovação, o clube ficaria impedido de jogar naquele estádio até a solução do problema.
Também está em debate a redução de quatro para três clubes rebaixados da elite para a segunda divisão. A mudança é defendida por equipes tradicionais, que apontam como possível benefício uma maior estabilidade para times médios que costumam alternar entre as divisões. O assunto deve ser discutido em 2027, mas a situação da tabela atual da Série A pode dificultar o avanço da proposta neste momento.
A alteração também reduziria o número de equipes promovidas da Série B para a elite. Grêmio e Inter estão na zona de rebaixamento, enquanto Vasco e Corinthians aparecem próximos dela.
Avaliação da arbitragem
A arbitragem será analisada a partir das mudanças previstas para 2026. Entre elas estão a profissionalização de 72 árbitros e assistentes, com contratos de pessoa jurídica, a troca no comando da comissão, agora sob Sandro Meira Ricci, e a criação de uma diretoria na estrutura da CBF.
A confederação deve apresentar um relatório com indicação de melhora no desempenho dos árbitros.



