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Clubes formadores entram no centro das novas regras da Fifa para 2027

João Paulo Di Carlo explica mudanças no RSTP, incluindo contratos de atletas menores de idade e período protegido.

Clubes formadores entram no centro das novas regras da Fifa para 2027
Foto: Taba Benedicto/Estadão

A revisão das regras de transferências da Fifa colocou os clubes formadores no centro de uma disputa jurídica que ainda envolve a legislação brasileira. O novo Regulamento sobre o Status e a Transferência de Jogadores (RSTP) entra em vigor a partir de janeiro de 2027 e terá efeitos para os clubes do país.

João Paulo Di Carlo, coordenador jurídico da CBF, afirmou que a entidade levou à Fifa a preocupação com a proteção das equipes que desenvolvem atletas e dos jogadores em formação. “Isso mexe com o coração do Brasil, que é um país essencialmente formador”, disse.

Contratos de atletas menores de idade

Entre as mudanças está a possibilidade de o primeiro contrato de atletas com menos de 18 anos ter duração ampliada de três para cinco anos. A alteração, porém, precisa ser analisada em conjunto com as normas brasileiras.

Di Carlo lembrou que a antiga Lei Pelé permitia contratos de cinco anos, enquanto a Lei Geral do Esporte fixou o limite de três anos. Por isso, permanece uma discussão jurídica sobre a aplicação das novas regras no país.

O coordenador jurídico da CBF também explicou que o caso do jogador francês Lassana Diarra desencadeou a revisão promovida pela Fifa. De acordo com ele, a entidade considerou a manifestação brasileira sobre clubes formadores e atletas em desenvolvimento, mas não adotou uma ampliação sem limites para o tempo dos contratos.

As mudanças ainda tratam da quebra de contratos e do chamado período protegido. O pacote inclui a participação de 5% dos atletas mais vulneráveis nas taxas de transferência e a proteção a jogadores afastados dos treinamentos. Essa situação pode configurar justa causa para a rescisão contratual.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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