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CBF reduz limite de estrangeiros e aposta em incentivo à base

Medida foi adotada com clubes após queda na participação de jovens, mas pode elevar os salários no mercado brasileiro.

CBF reduz limite de estrangeiros e aposta em incentivo à base
Foto: Adriano Fontes/Flamengo

A CBF decidiu, junto dos clubes, reduzir o número de estrangeiros permitidos na elite do futebol brasileiro. A mudança foi baseada na queda da participação de jogadores jovens no Brasileirão e na Série B, mas a relação entre os dois fatores é questionada por Petkovic, jogador estrangeiro com mais partidas no Brasileirão.

Entre 2015 e 2020, a participação de atletas com menos de 23 anos nos minutos disputados passou de quase 27% para 28%. Hoje, esse percentual está próximo de 11,5%. No mesmo período, a presença de estrangeiros em campo aumentou de 5% para 27%.

A regra para inscrição também foi ampliada ao longo dos anos: eram cinco jogadores estrangeiros em 2013, número que chegou a nove em 2026. Esse é o limite de atletas de outros países que podem ser relacionados para as partidas.

Petkovic defende que o critério para os jogadores não seja a nacionalidade. “Não importa de onde você é. Importa o que você apresenta”, afirmou o sérvio ao comentar a restrição.

A CBF associou a redução da minutagem dos jovens à presença maior de estrangeiros nos elencos e também relacionou o cenário a um futebol mais lento, sob o argumento de que atletas mais novos correm mais do que veteranos.

Mercado e alternativas

A avaliação é que os jovens precisam de mais oportunidades, porque a falta de minutos prejudica desde a formação até o valor das transferências. Por outro lado, limitar estrangeiros, principalmente sul-americanos, pode proteger clubes vizinhos que têm menos dinheiro e não conseguem competir na Libertadores.

A restrição também interfere na oferta e na demanda do mercado de atletas. Com menos opções disponíveis, os preços tendem a subir. O futebol brasileiro já enfrenta uma inflação nos salários: remunerações de R$ 1 milhão, antes consideradas exceção, passaram a ser pagas a jogadores tratados como comuns no mercado. Dirigentes reclamam do cenário há cinco anos.

Como alternativa, CBF e clubes podem adotar mecanismos de incentivo à base, como exigir um número de jogadores sub-23 nos elencos, obrigar a escalação deles ou oferecer premiação financeira às equipes que utilizarem esses atletas.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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