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Fluminense pede transição antes de possível veto às bets

Clube afirma que contratos e estoques de camisas podem ser afetados por uma mudança imediata nas regras das apostas.

Fluminense pede transição antes de possível veto às bets
Foto: Marina Garcia/Fluminense

O Fluminense pediu previsibilidade e um período de transição caso avance a proibição das apostas esportivas no país. Em comunicado, o clube afirmou que o debate sobre endividamento e vício é legítimo, mas defendeu que empresas reguladas e equipes não sejam surpreendidas por uma mudança imediata.

A manifestação ocorre após casas de apostas que patrocinam clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro notificarem equipes sobre possíveis rescisões contratuais. Corinthians, São Paulo e Fluminense estão entre os clubes alertados.

Em 2025, os patrocínios de bets somaram R$ 1,14 bilhão, equivalente a 7,9% das receitas dos clubes. O Fluminense argumentou que assumiu compromissos financeiros para este e os próximos anos contando com esses valores.

Um dos exemplos apresentados envolve as lojas do clube, que têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master. Na avaliação do Fluminense, uma alteração abrupta pode gerar prejuízos e afetar milhares de empregos em toda a cadeia.

O clube também afirmou que os recursos dos patrocínios não são destinados apenas ao futebol profissional. Segundo o comunicado, eles ajudam a financiar categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos, além de envolverem centenas de atletas e profissionais.

Questionamentos sobre a proibição

O Fluminense colocou em dúvida a efetividade de retirar do mercado as empresas reguladas. Para o clube, a medida não eliminaria as apostas e poderia abrir espaço para o mercado clandestino, sem fiscalização, tributação ou proteção ao apostador.

A instituição também citou possíveis efeitos sobre a arrecadação pública. De acordo com o posicionamento, o mercado regulado gerou bilhões em tributos e destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde.

“Defendemos, no mínimo, um período de transição adequado caso haja mudanças”, afirmou o Fluminense. O clube acrescentou que as alternativas devem ser avaliadas com base em dados concretos e na efetividade de cada medida.

Mais cedo, o Flamengo havia criticado a medida provisória. Patrocinado pela Betano, o clube declarou que a mudança prejudicaria o esporte e a economia e destacou que a regulamentação atual resultou de discussões prolongadas, com previsão de fiscalização e tributação.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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