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Apostas representam 7,9% da receita dos clubes da Série A

Patrocínios de casas de apostas movimentaram R$ 1,14 bilhão entre os clubes em 2025, enquanto faturamento e endividamento também cresceram.

Apostas representam 7,9% da receita dos clubes da Série A
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Os patrocínios de casas de apostas somaram R$ 1,14 bilhão entre os clubes do Brasileirão em 2025. O valor correspondeu a 7,9% da receita total das equipes, que alcançaram R$ 14,9 bilhões no período. O endividamento chegou a R$ 14,3 bilhões.

A discussão ganhou força após a medida provisória assinada pelo presidente Lula, que inicialmente seria voltada apenas aos cassinos online, mas acabou estendida para toda a operação das bets. As empresas do setor são patrocinadoras máster de 14 dos 20 clubes da Série A de 2026.

Dependência dos clubes

Quatro equipes tiveram as apostas como origem direta de mais de 10% da receita em 2025: Corinthians, com 17,3%; Flamengo, com 12,71%; Sport, com 12,64%; e Juventude, com 10,49%.

O Corinthians recebeu R$ 150 milhões anuais da Esportes da Sorte. O contrato representou 17,3% da receita do clube, que foi de R$ 863,68 milhões no último exercício. Desde dezembro de 2022, a equipe também havia sido patrocinada por outras duas casas, entre elas a Vai de Bet, que entrou na mira do Ministério Público.

No Flamengo, o presidente Luiz Eduardo Baptista estimou perdas imediatas entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões no ano que vem. O dirigente criticou a mudança e afirmou que a alteração pode prejudicar o esporte e a economia.

O São Paulo recebeu R$ 80 milhões da Superbet em 2025, quantia equivalente a 7,48% do faturamento de R$ 1,07 bilhão. O acordo com casas de apostas existe desde 2019. A marca atual passou a ocupar a camisa em dezembro de 2023 e elevou o aporte para R$ 95 milhões em 2026.

O Santos recebeu R$ 51 milhões da 7k em 2025, o equivalente a 8% da receita de R$ 573,6 milhões. Para 2026, o clube assinou com a Novibet por R$ 35 milhões. Já o Palmeiras fechou seu primeiro contrato com uma bet, a Sportingbet, em janeiro de 2025, por R$ 120 milhões anuais. O valor correspondeu a 6,93% da receita de R$ 1,73 bilhão.

Receitas e endividamento

Os 20 clubes do Brasileirão de 2025 tiveram crescimento de 33% na receita em relação ao ano anterior. Entre 2021 e 2025, a alta acumulada chegou a 73%. No mesmo intervalo, porém, o endividamento cresceu 46% e atingiu R$ 14,3 bilhões.

A evolução da dívida não foi contínua: entre 2022 e 2023, houve queda de 3%. Nos anos seguintes, o indicador voltou a subir, com altas inclusive superiores à registrada entre 2021 e 2022, quando o aumento foi de 12%.

As casas de apostas foram regulamentadas no início de 2024. O mercado regulado reúne 85 empresas, e cada uma pagou R$ 30 milhões para operar no País por cinco anos. Executivos e fontes do setor afirmam que as empresas pretendem recorrer à Justiça, sob o argumento de que a medida é inconstitucional.

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira apontou apoio de 75% dos brasileiros à proibição das bets, enquanto 17% se disseram contrários. Clubes já haviam manifestado preocupação com o impacto financeiro da medida e com a possibilidade de migração para apostas ilegais.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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