PORTO ALEGRE — O Grêmio informou que vai aguardar os efeitos da Medida Provisória que proíbe a atuação de casas de apostas no Brasil antes de medir o impacto do novo contrato de patrocínio máster com a Pitaco. O acordo foi anunciado na quarta-feira, 23, dois dias antes de o clube publicar um comunicado sobre a medida do Governo.
A parceria com a empresa tem duração de três anos e, de acordo com informações da imprensa gaúcha, foi fechada por R$ 40 milhões anuais. A Pitaco pertence ao grupo mexicano Draftea, que tem Cristiano Ronaldo, Travis Kelce e Iker Casillas entre seus investidores.
Em nota oficial publicada nesta sexta-feira, 25, o Grêmio afirmou que ainda precisa acompanhar os próximos passos da MP. “A dimensão do impacto dessa decisão sobre as receitas da indústria do futebol precisará ainda ser mensurada pelos clubes e entidades esportivas de todo país”, escreveu o clube.
Contrato e situação financeira
Desde o início do ano, o Grêmio havia recebido propostas de empresas de apostas e de outros setores para ocupar o espaço principal da camisa. Até o anúncio da Pitaco, o clube destacava a preferência por evitar casas de apostas.
Segundo os balanços financeiros de 2025, a dívida do Grêmio é de R$ 935,6 milhões. Alex Leitão, CEO do clube, disse que a empresa atua no mercado regulado de apostas esportivas e que o acordo valoriza um dos principais espaços do uniforme. O dirigente também afirmou que a parceria coloca a camisa gremista entre as cinco de maior valor do futebol brasileiro.
O Grêmio voltará a campo em 7 de outubro, contra o Remo, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida está marcada para 19h30 (de Brasília).



