“Marido de Aluguel” chegou aos cinemas nesta quinta-feira (24) com uma trama baseada em um protagonista atrapalhado, situações cômicas e referências à cultura popular. Maurício Manfrini interpreta Vadeco, um profissional contratado como “marido de aluguel” que acaba assumindo o papel de um herói trapalhão.
A atuação de Manfrini é o principal destaque da produção. A inocência de Vadeco o transforma em alvo das brincadeiras dos demais personagens e o coloca no centro de boa parte das situações engraçadas. O desempenho também retoma uma linha de humor já associada ao ator em trabalhos como “Os Farofeiros”.
Mariana Xavier interpreta Alice, que forma uma dupla divertida com Vadeco. A dinâmica entre os dois ajuda a manter o ritmo do filme mesmo quando algumas piadas não funcionam. O restante do elenco acompanha a proposta, sem que os personagens tenham muito espaço para sair do tom leve da história.
Referências e oscilações no humor
A produção recorre a referências conhecidas para construir parte das situações. Uma cena envolvendo Vadeco e Alice usa de forma inesperada o funk carioca “Um Morto Muito Louco”, da banda Jack e Chocolate, e produz um momento de humor. Outra passagem remete diretamente a “Chaves” ao explorar uma lembrança popular.
O filme também inclui piadas sobre assuntos atuais, como inteligência artificial, sem deixar de lado a estrutura de comédia. Em alguns momentos, porém, a trilha sonora exagerada dá à produção um tom infantil que não combina totalmente com as situações apresentadas.
As piadas variam entre momentos inesperados e outras que insistem em determinados temas, especialmente nas brincadeiras envolvendo primo. O longa ainda cria passagens de tensão, mas costuma interromper o clima com uma nova piada.
A história segue uma proposta de humor simples, com personagens atrapalhados e situações feitas para uma sessão descompromissada. “Marido de Aluguel” não busca uma comédia dramática nem uma narrativa de grandes pretensões. Seu foco está em contar uma história leve e direta, apoiada pelo desempenho de Maurício Manfrini e pela parceria com Mariana Xavier.



