A experiência de um burnout fez Lázaro Ramos rever a maneira como conduz a carreira. Internado em janeiro de 2024, depois de desmaiar durante uma pausa em Salvador, o ator passou a trabalhar com mais calma e decidiu se dedicar a apenas um projeto por vez.
Na época, Lázaro interpretava o detetive Mário Fofoca em “Elas por elas”. Ele contou que vinha de uma rotina sem pausas, com sono desregulado e alimentação inadequada. Após dormir e acordar no hospital com o diagnóstico, recebeu um atestado de dez dias e voltou às gravações depois de se cuidar.
“Tive burnout. Não morri naquela ocasião, mas não quero mais voltar para aquela situação”, afirmou. Segundo o ator, a mudança também apareceu na interpretação de Mário Fofoca, que ganhou um tom mais lúdico ao longo da novela.
Novos trabalhos e escolhas
Aos 47 anos, Lázaro vive Jendal, seu primeiro vilão em novelas, em “A nobreza do amor”. O personagem é o tirano que tomou o trono do reino fictício de Batanga e mantém uma relação conflituosa com a filha, Kênia, interpretada por Nikolly Fernandes. Nos capítulos desta semana, Jendal vai ao Brasil em busca da princesa Alika, vivida por Duda Santos.
O ator também está em “Antártida”, atualmente em cartaz nos cinemas, e em “Feito pipa”, com estreia marcada para 5 de novembro. O filme foi escolhido como representante do Brasil na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Internacional em 2027.
“Feito pipa” acompanha um menino que vive com a avó. Quando ela adoece, ele tenta esconder a situação para não morar com o pai, um homem duro e conservador interpretado por Lázaro. O longa recebeu dois prêmios no Festival de Berlim e quatro no Festival de Gramado, incluindo o de melhor ator coadjuvante para o baiano.
Para Lázaro, a prioridade agora é recuperar a paixão pelo trabalho sem precisar provar algo para outras pessoas. Ele também afirmou que deixou de acumular funções e passou a delegar tarefas à equipe.
Família como prioridade
Casado com Taís Araujo e pai de João Vicente e Maria Antônia, de 15 e 11 anos, Lázaro tem ficado mais em casa enquanto a mulher viaja com a peça dela. Ele descreveu a família como sua prioridade e disse que tenta não centralizar atividades que podem ser delegadas.
O ator também acompanha a mudança de fase dos filhos. Com o crescimento dos dois, passou a receber broncas e a perceber novas demandas na relação. Maria Antônia, segundo ele, usa o humor para repreendê-lo.
A relação com Taís, que já dura 22 anos, também aparece como parte desse processo de transformação. Lázaro afirmou que a mulher muda ao longo do tempo e que isso contribui para que ele se reapaixone por ela. Para o casal, não existe uma fórmula para manter o casamento: é preciso reservar momentos para rir juntos, inclusive trocando memes pelo celular.
Lázaro ainda vai apresentar o “Criança esperança” deste ano, no dia 12 de outubro. O programa terá uma combinação de dramaturgia e música, em uma experiência diferente das participações anteriores do ator.



