SAN SEBASTIÁN, ESPANHA — Jesse Eisenberg, 42, afirmou que já considerou a atuação uma profissão supervalorizada e pouco justa. A mudança de perspectiva aconteceu depois que ele viu Julianne Moore se preparar para uma cena em seu primeiro filme.
O ator está divulgando A Grande Estreia, comédia musical que escreveu, coproduziu e dirigiu. Durante o Festival de Cinema de San Sebastián, ele relembrou que enxergava o trabalho com desconfiança, especialmente por causa dos privilégios associados à profissão.
“Esse é um trabalho tão ridículo. Pagam demais para nós. Somos vaidosos”, disse Eisenberg. Ele também afirmou que atores querem aparecer bem, trabalhar em ambientes agradáveis, evitar carregar objetos nos sets e receber o crédito pelo resultado do filme.
A observação de Julianne Moore mudou esse entendimento. Segundo o ator, a atriz enfrentava um processo emocional profundo e verdadeiro para se preparar para a cena, enquanto ele se distraía e comia um donut.
Eisenberg concluiu que atuar pode ser valioso, difícil e exigir muito. Para ele, acompanhar o esforço de outra pessoa fez com que deixasse de avaliar a profissão apenas a partir da própria experiência.
O ator ficou conhecido mundialmente em 2010, quando interpretou Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, no filme A Rede Social. Agora, ele volta a trabalhar com Moore em A Grande Estreia e também ocupa funções de roteirista, coprodutor e diretor da produção.



