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Furto de abelhas na Austrália deixa colmeias vazias e ameaça polinização

Cerca de 800 mil abelhas foram transferidas de colmeias no norte de Queensland, em uma operação que teria exigido conhecimento técnico.

Furto de abelhas na Austrália deixa colmeias vazias e ameaça polinização
Foto: Estimativa é de que havia 20 mil abelhas por colmeia Simon Kadula/Unsplash

Cerca de 800 mil abelhas foram retiradas de dezenas de colmeias no extremo norte de Queensland, na Austrália. Os responsáveis transferiram abelhas, crias e rainhas para outras caixas, deixando as estruturas originais aparentemente intactas.

O caso aconteceu na região de Atherton Tablelands, a oeste de Cairns, onde os insetos são usados principalmente na polinização de plantações. Ao todo, 44 colmeias de três apicultores foram atingidas. A estimativa considera uma média de pelo menos 20 mil abelhas por colmeia.

Outro levantamento identificou 41 colmeias comerciais com quadros que tiveram abelhas e crias retirados. Nesse cálculo, foram quase 500 mil abelhas levadas.

Jack Laughton, um dos produtores afetados, encontrou 14 colmeias vazias em uma propriedade em Kairi, em 10 de setembro. Ele disse que ficou desolado ao perceber que caixas que deveriam estar cheias estavam completamente vazias.

“É um choque abrir uma [colmeia] onde normalmente se esperaria encontrar abelhas”, afirmou Laughton.

Nos dois dias seguintes, outras 27 colmeias foram encontradas vazias em uma propriedade em Mutchilba. Tom Bidner, responsável pelos equipamentos, relatou que os responsáveis retiraram os ninhos de cria e depois remontaram as estruturas.

Operação exigiu conhecimento técnico

O detetive sargento Ben Cross, da equipe de Crimes Rurais e Pecuários de Mareeba, afirmou que o autor provavelmente é um apicultor semi-comercial ou comercial. Para o investigador, retirar os quadros, transportar as colônias e remontar as colmeias exige conhecimento suficiente para tornar improvável a participação de alguém sem experiência.

Bidner também disse que os responsáveis teriam chegado aos locais com um caminhão e equipamentos especializados. “Eles chegam com um caminhão cheio de equipamentos, basicamente, e transferem nossos quadros para as caixas deles”, relatou. A operação provavelmente levou algumas horas e pode ter envolvido mais de uma pessoa.

A suspeita é de que as abelhas estejam sendo usadas em outras propriedades para serviços de polinização. O mel que permanecia nas colmeias não foi levado.

As perdas com as colmeias foram estimadas inicialmente em até US$ 20 mil. Os contratos de polinização podem representar outros US$ 10 mil em prejuízos.

Impacto nas plantações

Os furtos ocorreram durante a temporada de cultivo de frutas, incluindo abacates, quando as colmeias são espalhadas pelas propriedades para polinizar as plantações. Com menos colônias disponíveis, a capacidade de polinização pode diminuir e afetar a quantidade de frutas produzidas.

Os apicultores também enfrentam a ameaça do ácaro Varroa, detectado no extremo norte de Queensland cerca de uma semana antes dos furtos. O parasita se reproduz nas crias e pode enfraquecer as colônias. Para Bidner, os problemas representam um “duplo golpe” para o setor.

O clima quente da região permite que as abelhas produzam crias durante boa parte do ano, oferecendo condições para a reprodução contínua do ácaro. A Austrália já gastou mais de US$ 100 milhões em medidas contra o parasita desde sua chegada ao país, em 2022. Em 2023, as autoridades abandonaram oficialmente a estratégia de erradicação.

As investigações sobre os furtos continuam, enquanto os apicultores tentam recuperar as colônias e proteger as demais colmeias.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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