As primeiras sessões de Digger, novo filme de Alejandro González Iñárritu com Tom Cruise, diminuíram as chances do longa na disputa pelo Oscar 2027. O ator continua entre os cinco principais candidatos a melhor ator, mas também perdeu espaço nos rankings de premiação.
Com estreia nos cinemas brasileiros em 1º de outubro, o filme acompanha Digger Rockwell, bilionário do setor de energia interpretado por Cruise. Depois de provocar uma catástrofe ambiental, o personagem tenta salvar o mundo das consequências de suas próprias ações. A história combina sátira política, comédia sombria e drama ambiental.
O longa começou a ser apresentado à imprensa especializada e a analistas de premiações antes da estreia mundial em Londres. No ranking combinado do Gold Derby, Digger perdeu 14 pontos percentuais nas chances de indicação a melhor filme e caiu para a oitava posição. Entre os especialistas consultados, a redução foi de quase 45 p.p., levando a produção ao nono lugar.
A disputa de Tom Cruise também sofreu impacto. O ator caiu 9 pontos percentuais no ranking geral, embora ainda esteja na quarta posição. Entre os especialistas, a queda foi de quase 40 p.p., mas ele também permanece em quarto lugar.
Atuação de Cruise é destaque
A interpretação do protagonista aparece como um dos poucos pontos de concordância positiva entre as primeiras avaliações. O Gold Derby descreveu o trabalho como uma “performance grandiosa e diferente de seus trabalhos anteriores”. Já o cineasta Jim Hemphill afirmou que o filme traz a melhor atuação de Cruise desde Magnólia (1999).
As críticas à produção, porém, apontam problemas na narrativa. Ryan Lattanzio avaliou que a reflexão de Iñárritu sobre a própria arte e o legado do cinema prejudica o resultado e torna o longa autocentrado. Matt Neglia elogiou Cruise, John Goodman e aspectos técnicos como fotografia, design de produção, som e maquiagem, mas considerou que os personagens não têm profundidade suficiente. Para ele, o filme se torna barulhento e sem humanidade.
Clayton Davis fez uma avaliação mais favorável da proposta e das atuações, embora tenha afirmado que nem todas as peças se encaixam. O crítico também considerou que a obra poderia ter explorado mais o absurdo e a sátira e previu opiniões bastante divididas.
A fotografia de Emmanuel Lubezki está entre os elementos elogiados. A combinação entre a extravagância visual de trabalhos como Birdman (2014) e O Regresso (2015) e a comédia satírica, porém, divide as avaliações.
Com orçamento estimado em US$ 125 milhões (R$ 649 milhões) e 129 minutos de duração, Digger ainda não tem nota no Rotten Tomatoes. As avaliações oficiais seguem sob embargo.



