O presidente do Vasco, Pedrinho, contestou as declarações de Cristiano Dresch, mandatário do Cuiabá, e afirmou que o clube cruz-maltino não tem pendências financeiras com a equipe mato-grossense. A manifestação ocorreu nesta sexta-feira, após o leilão da SAF Vasco e dois dias depois das críticas feitas pelo dirigente cuiabano.
Dresch havia acusado Santos e Vasco de permanecerem na Série A por “estelionato esportivo”, sob a alegação de que os clubes não pagariam credores. Pedrinho disse que verificou a existência de débitos entre as equipes e também considerou consultar a Fifa sobre uma possível dívida do Cuiabá com o Vasco relacionada ao mecanismo de solidariedade.
“Eu fui ver se o Vasco tinha alguma pendência com o Cuiabá, e o Vasco não tem nada com o Cuiabá”, declarou Pedrinho. O presidente vascaíno também afirmou que sua gestão assumiu acordos com credores que não estavam recebendo e que o clube segue um planejamento legal para cumprir os compromissos.
Críticas e possibilidade de processo
Pedrinho afirmou que analisou a possibilidade de levar Dresch à Justiça. Na avaliação dele, porém, o presidente do Cuiabá teria escolhido uma expressão que dificultaria a abertura de um processo, ao usar o termo “estelionato esportivo”.
A declaração de Dresch ocorreu no contexto de uma cobrança por mais punições a clubes inadimplentes. Ele defendeu que o transfer ban não é suficiente e sugeriu a perda de pontos como medida disciplinar. O dirigente também citou Mirassol e Remo, além de mencionar a situação do Corinthians.
Um dia antes da fala de Pedrinho, o Cuiabá informou que a Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF condenou o Santos a pagar R$ 18.616.377,46 ao clube mato-grossense.
Dívidas e mudança no controle da SAF
O Vasco aderiu a um plano coletivo na CNRD para quitar valores com parte dos credores. No mês de agosto, o clube pagou a primeira parcela e afastou o risco de transfer ban. Ainda existem mais de R$ 110 milhões em dívidas.
Apesar disso, Pedrinho declarou que o Vasco não está inadimplente dentro do planejamento firmado. “O Vasco não deve. A minha gestão não deve nada”, afirmou.
A SAF Vasco passará ao controle majoritário da empresa Almirantes, vencedora do leilão realizado nesta sexta-feira. O acordo prevê 90% das ações por 500 milhões de reais destinados especificamente ao futebol, 150 milhões no clube associativo e outros 324 milhões de reais em garantias, além do pagamento dos credores e da manutenção do fluxo de caixa.



