Anthony Garotinho, candidato do Republicanos ao governo do Rio de Janeiro, afirmou que não se considera responsável pelos 68% de rejeição registrados na última pesquisa Quaest. Divulgado na terça-feira (8), o levantamento colocou o ex-governador em terceiro lugar, com 8% das intenções de voto.
Durante sabatina promovida pela rádio CBN e pelos jornais O Globo, Extra e Valor Econômico, Garotinho também se defendeu de prisões anteriores. Ele disse que não estava no governo do estado quando foi preso e declarou que as investigações teriam ocorrido por causa de denúncias feitas por ele.
“Eu não fiz nada errado. Minha vida foi vasculhada”, afirmou. Garotinho também disse que seu governo contrariou interesses de uma máfia que, segundo ele, controla o Rio de Janeiro há muito tempo.
O candidato voltou a mencionar um vídeo de uma festa organizada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Porto Seguro. A existência das imagens havia sido divulgada por Garotinho em junho e compartilhada por Michelle Bolsonaro. Ele afirmou que não pretende divulgar o material.
Garotinho disse ainda que a gravação tem 12 minutos e que Flávio Bolsonaro não aparece nas imagens. Ao tratar do crime organizado, afirmou possuir uma lista com 40 deputados estaduais envolvidos com criminosos.
Na área de segurança pública, o candidato prometeu criar o “Bope 2.0”, descrito por ele como uma nova frente de elite da polícia para atuar em comunidades. A proposta prevê ocupação sem prazo definido para retirada, participação da Polícia Civil, mapeamento de armas, drogas e mandados de prisão, além de ações de saúde e educação. Garotinho afirmou que 99% dos moradores de comunidades são honestos.
Ele também prometeu anular o contrato de privatização dos serviços de água e esgoto. Na mobilidade, propôs ampliar o metrô com um “metrô de superfície por barcas”, ligando a capital a cidades como Niterói e São Gonçalo.
Garotinho foi o terceiro entrevistado da sabatina. O último candidato será Eduardo Paes, do PSD, ouvido nesta sexta-feira (11).



