A elaboração do estudo para a Linha 3 do metrô tem previsão de entrega em dezembro de 2027, segundo Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio. O projeto será desenvolvido pela Coppe, a partir de recursos destinados à UFRJ por meio de emenda parlamentar de Flávio Bolsonaro.
Ruas afirmou que, depois da conclusão do estudo, será necessário buscar recursos com a União e a iniciativa privada. Ele também disse que a obra exigirá um aporte considerável da União. Para o candidato, a Linha 3 é uma promessa antiga de políticos e o projeto detalhado será o primeiro passo para tentar tirá-la do papel.
Segurança antes da campanha
Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Ruas declarou que não pretende fazer campanha em comunidades dominadas pelo tráfico. A estratégia, segundo ele, é se comunicar com os moradores por veículos de comunicação e redes sociais.
O candidato afirmou que só voltará a acessar essas áreas depois de assumir o governo, enfrentar o crime e devolver as ruas à população. Ele rejeitou qualquer acordo com criminosos e disse que muitas comunidades dependem de autorização do crime organizado para receber candidatos.
Ruas também apontou a segurança pública como sua principal crítica aos governos estaduais. Na avaliação dele, faltou coragem às administrações anteriores para alterar a política de segurança e enfrentar o crime organizado.
Ao responder a uma pergunta sobre uma imagem de campanha no Jardim Catarina, o candidato disse que o local, na Avenida Santa Catarina, é um comércio pujante e não tem presença do crime organizado. Para Jardim Catarina e Complexo do Salgueiro, afirmou que todos os nomes sugeridos em referência a músicas de Claudinho e Buchecha cabem bem.
Transporte e trajetória
Questionado sobre a ligação de ônibus entre São Gonçalo e o Rio, Ruas citou o trajeto que faria a partir de sua casa: o 30 até Alcântara e, depois, outra linha até o Castelo. Ele corrigiu a referência ao 515, que conhecia como a linha Niterói–São Gonçalo (Mutuá).
O candidato contou que cresceu em uma rua de São Gonçalo sem infraestrutura, com buracos e falta de saneamento. Segundo ele, o local só foi asfaltado quando tinha 18 anos. Depois, fez pós-graduação em gestão pública e disse ter escolhido trabalhar por pessoas abandonadas pelo poder público.
Ruas também negou que tenha chegado à política apenas pela influência do pai, Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo e ex-PM. Ele afirmou que o pai ajudou em sua formação, mas não indicou seus caminhos profissionais.
A escolha pelo governo
Na comparação entre ser eleito governador e ajudar o Vasco a permanecer na primeira divisão, Ruas escolheu o cargo no Executivo. Ele afirmou que o sofrimento provocado pelo time é algo que os torcedores carregam, mas que não é possível aceitar o mesmo em relação ao governo.
O candidato ainda disse que não se incomoda por estar no mesmo partido que Cláudio Castro e declarou que Lula não será reeleito. Ao falar sobre sua vice, Fernanda Louback, afirmou que ela foi escolhida pelo trabalho com inclusão e políticas para mulheres, e não por ser de Niterói.



