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Sabatina de Douglas Ruas tem declarações classificadas como fato, fake e imprecisas

Checagem analisou falas do candidato do PL sobre empresas, segurança pública, Propag, contratos e tarifa de metrô.

Sabatina de Douglas Ruas tem declarações classificadas como fato, fake e imprecisas

A sabatina de Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, teve declarações classificadas como fato, fake ou não totalmente corretas. A entrevista ocorreu nesta terça-feira (8), começou às 10h30 e durou 1h30.

Empresas e relações políticas

Questionado sobre a Mineração Santa Edwiges Extração e Britamento Ltda., Ruas afirmou que não integra a empresa e que desconhece seus sócios. A declaração foi considerada não totalmente correta. Registros da Receita Federal apontam Angela Cristina Cortes Freitas Coutinho Marinelli, ACP Gestão Empresarial e Participações Ltda, Marcelo Cortes Freitas Coutinho, Davi Decat Coutinho e Altineu Côrtes Paesler Coutinho como integrantes do quadro societário. Altineu Côrtes Paesler Coutinho é filho do deputado federal Altineu Côrtes.

Também existem relações empresariais indiretas. Altineu Côrtes Paesler Coutinho é sócio da Normandia Empreendimentos e Participações, que divide a titularidade de um terreno em São Gonçalo com a Saur Construção, Terraplanagem e Locação, empresa de Douglas Ruas.

A afirmação de que Eduardo Paes e Cláudio Castro cantaram juntos foi classificada como fato. Em fevereiro de 2024, durante uma feijoada no Palácio da Cidade, os dois subiram ao palco e cantaram “Domingo”, do grupo Só Pra Contrariar.

Segurança e armas

Ruas declarou que 920 fuzis haviam sido apreendidos no estado do Rio de Janeiro no ano anterior e que nenhum era produzido no Brasil. A avaliação foi de que a fala não estava totalmente correta. Dados do Instituto de Segurança Pública registram 922 fuzis apreendidos entre janeiro e dezembro de 2025, número 26% maior que no período anterior. O órgão não informa a origem das armas.

Há registros de fuzis fabricados no exterior, mas também de produção clandestina no Brasil. A Polícia Federal identificou uma fábrica em Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo, com capacidade para fabricar até 3.500 fuzis por ano. No local, foram apreendidos cerca de 150 fuzis prontos e mais de 30 mil peças. Rafael Xavier do Nascimento foi preso com 13 fuzis na Via Dutra, durante uma investigação sobre o transporte de armas para o Rio.

A declaração de Ruas sobre a Operação Contenção no Complexo do Alemão também foi considerada não totalmente correta. Não há confirmação das autoridades de que todas as pessoas mortas empunhavam fuzis, foram para a mata ou atiraram contra policiais. De 117 mortos, apenas 15 eram alvos de mandados judiciais, conforme documento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos; o Ministério Público do Rio informou que somente 5 estavam entre esses alvos.

O balanço da ação indicou 100 mandados de prisão e 180 mandados de busca e apreensão. Mais de 80% das detenções ocorreram em flagrante. Entre 115 mortos identificados inicialmente pela Polícia Civil, ao menos 97 tinham histórico criminal, 59 possuíam mandados de prisão pendentes e 17 não apresentavam histórico criminal registrado.

Propag e processos

A fala de Ruas sobre o Propag foi classificada como fato. Luiz Inácio Lula da Silva vetou parcialmente a Lei Complementar nº 212/2025, que criou o Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados. O Congresso Nacional derrubou parte dos vetos, e seis dispositivos foram retomados, conforme informações da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro.

Já a afirmação de que Ruas tem zero processos e zero denúncias foi classificada como fake. Uma planilha apreendida pela Polícia Federal em fevereiro deste ano cita o candidato entre integrantes da chamada “tropa do Bacellar”. A investigação também apura possíveis registros relacionados a caixa dois eleitoral.

Em 2026, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu procedimento envolvendo duas empresas ligadas a Ruas. Uma auditoria encaminhada ao órgão apontou possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado das Cidades durante a gestão dele. Ruas nega irregularidades.

O candidato também foi alvo do Inquérito Civil nº 2022.01036466, sobre possível ato de improbidade administrativa relacionado a uma suposta evolução patrimonial incompatível. Ele ainda aparece como representado na ação nº 0600221-86.2026.6.19.0000, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que trata de possível conduta vedada relacionada ao uso da Prefeitura de Cabo Frio em evento de pré-candidatura.

Verbas e tarifa de metrô

Ruas afirmou ser mentira que São Gonçalo recebeu mais da metade das verbas da Secretaria Estadual das Cidades e questionou o uso do termo auditoria para um documento do governo. As duas afirmações foram classificadas como fake.

Dados oficiais da pasta indicam que São Gonçalo recebeu R$ 773,3 milhões dos R$ 1,4 bilhão em contratos ativos em 2025, o equivalente a 55,2% do total. O documento é a Nota de Auditoria n.º 20260009, emitida pela Controladoria Geral do Estado sob o Decreto Estadual nº 50.254/2026. A notificação prévia dos gestores não é exigida nessa etapa; a defesa formal ocorre posteriormente no processo administrativo.

Por fim, foi considerada fato a declaração de que o Rio tem a maior tarifa de metrô do país. A passagem comum custa R$ 7,90, acima dos valores de São Paulo, R$ 5,40, e de Porto Alegre, R$ 5.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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