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Candidatos ao Senado pelo Rio destacam segurança, saúde e mudanças na política

Quinze postulantes disputam duas cadeiras, com propostas que incluem combate ao crime, melhorias no SUS e alterações no sistema legislativo.

Candidatos ao Senado pelo Rio destacam segurança, saúde e mudanças na política
Foto: Divulgação/Divulgacand

A segurança pública aparece entre as principais propostas dos candidatos ao Senado pelo Rio, mas a disputa também reúne planos para o SUS, educação, economia, políticas para mulheres e mudanças no funcionamento do Legislativo. São 15 postulantes para duas vagas, e o eleitor fluminense votará duas vezes para o cargo em 4 de outubro.

Cada estado tem três senadores, com mandatos de 8 anos. Romário, eleito pelo Rio em 2022, está na metade do mandato. As duas cadeiras restantes serão definidas nesta eleição.

Propostas para segurança e serviços públicos

Carlos Jordy (PL) propõe investir em segurança por meio de emendas parlamentares. O plano prevê 12 destacamentos na Baixada e na Zona Oeste, cada um com 30 policiais e oito viaturas, além de cinco Companhias de Drones com sistemas de identificação de atitudes suspeitas e reconhecimento facial.

Carlos Portinho (PL) afirma que pretende devolver o território ao cidadão e classificar como terrorismo ações como o fechamento de avenidas com barricadas, o uso de granadas lançadas por drones e a expulsão de moradores.

Pedro Paulo (PSD) defende a atuação das Forças Armadas ao lado do estado na retomada de territórios, o fim da progressão de pena para chefes de facção e mudanças para trabalhadores de aplicativos. Entre as propostas estão seguro contra acidentes e MEI para entregadores, além do fim da escala 6x1.

Monica Benicio (PSOL) quer combater a relação entre o estado e o crime organizado com coordenação nacional das polícias e investigação das organizações criminosas. A candidata também defende a prisão de quem financia e lucra com o crime.

Helio Secco (Missão) propõe classificar facções como terroristas, endurecer as penas para crimes violentos e destinar mais de 50% das emendas à segurança do Rio. Marcos Dias (Podemos) defende um pacto federal que reúna União, estado e municípios, com inteligência, tecnologia, valorização dos agentes e recursos.

Luciano Mattos (PRTB) também coloca a segurança como prioridade. Ele afirma que pretende usar sua experiência como promotor de Justiça e procurador-geral de Justiça em um projeto envolvendo a área criminal, a gestão de território, a infância e a juventude.

Benedita da Silva (PT) apresenta como prioridade reduzir a espera por consultas, exames e cirurgias no SUS, com mais especialistas e recursos para os hospitais do Rio. Michelly Xavier (UP) quer a construção de casas de referência para mulheres vítimas de violência em todas as cidades, com recursos do orçamento federal para políticas voltadas às mulheres.

Economia, educação e mudanças no Legislativo

Marcelo Crivella (Republicanos) propõe alterar o STF, fazer valer a lei da Anistia e reequilibrar as contas do estado. Ele afirma que o Rio envia R$ 150 bilhões em impostos para Brasília e recebe de volta R$ 2,5 bilhões.

Luiz Eugênio (PCO) defende a revisão da legislação econômica, o controle do Banco Central pelo Senado e a estatização industrial. Vinícius Benevides (UP) propõe aumentar em 100% o salário mínimo, para que ele atenda a despesas como moradia, lazer, cultura, alimentação e transporte.

Paula Falcão (PSTU) é contra a privatização e a participação de grandes grupos empresariais na educação pública. A proposta inclui acabar com parcerias público-privadas e colocar as decisões sob controle dos trabalhadores da educação.

Ó Clemente (Democrata) quer trocar o sistema legislativo bicameral pelo unicameral e adotar o voto distrital, citando Canadá, Portugal e Venezuela como exemplos. Segundo ele, a mudança tornaria o processo mais rápido e reduziria custos.

Um dos candidatos também defende o fortalecimento dos municípios, com fiscalização de recursos e articulação de políticas e investimentos para ampliar a chegada dos serviços públicos à população.

Atribuições do Senado

A professora de Ciência Política da UFRJ Mayra Goulart explica que Câmara e Senado não têm hierarquia entre si e podem iniciar ou revisar projetos de lei. Ela destaca, porém, que o Senado tem prerrogativas como a sabatina de indicados a cargos do Supremo Tribunal Federal.

A relação apresentada pelos candidatos também registra o que eles dizem que sentiriam falta no Rio durante a atuação em Brasília. Entre as respostas estão a família, a praia, o Maracanã, o Botafogo, o Flamengo, a brisa do mar, as paisagens, a comida da família e o contato com as pessoas.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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