A Polícia Civil indiciou um homem investigado por usar relações iniciadas em aplicativos de namoro para conseguir dinheiro. O caso tramita na 37ª DP (Ilha do Governador), que reuniu conversas e comprovantes bancários sobre as suspeitas.
De acordo com a investigação, o homem conheceu uma mulher pelo Tinder, marcou encontros presenciais e descobriu informações sobre a vida profissional dela. Depois, afirmou que poderia conseguir uma vaga de secretária de um parlamentar. A contratação dependeria, segundo ele, da aprovação em um suposto concurso, e a vítima teria de pagar R$ 1,3 mil pela inscrição.
Ela fez um Pix, mas o emprego não existia e o valor não foi devolvido. A polícia informou ainda que o investigado possui sete anotações policiais e responde a relatos envolvendo outros supostos estelionatos sentimentais, além de ameaça e apropriação indébita.
Outros relatos sob investigação
Uma mulher contou à polícia que conheceu o suspeito pelo Tinder e enviou dinheiro depois de ele pedir ajuda para comprar um celular. Em outro caso, uma vítima relatou prejuízo de R$ 12 mil e a perda de pertences após conhecer o homem em outro aplicativo de relacionamento. Conforme a investigação, ela também recebeu cheques sem fundos antes de perder contato com ele.
O delegado Felipe Santoro explicou que o crime não se resume ao fim de um relacionamento. Para ele, o vínculo afetivo é usado de forma intencional para levar a vítima ao erro e gerar vantagem financeira. “O relacionamento passa a funcionar como instrumento do golpe”, afirmou.
Recomendações da polícia
Santoro orienta que pedidos de dinheiro feitos por pessoas conhecidas recentemente em aplicativos sejam recebidos com desconfiança. Também recomenda cuidado com ofertas de emprego ou negócios apresentadas como imperdíveis e com solicitações de Pix, empréstimos ou transferências feitas sob pressão emocional.
A orientação é construir a confiança gradualmente, mesmo depois de encontros presenciais, e guardar mensagens, comprovantes de pagamento, fotos e imagens das conversas em caso de suspeita. “A confiança deve ser construída com cautela”, alertou o delegado.
A Polícia Civil pede que possíveis vítimas procurem uma delegacia e levem materiais que possam ajudar nas investigações, como mensagens, comprovantes bancários e registros das conversas.




