O Fluminense estima que o impacto financeiro da medida provisória que altera as regras das bets ultrapasse R$ 100 milhões. A avaliação foi apresentada pelo presidente Mattheus Montenegro, que também apontou riscos para contratos comerciais e produtos já confeccionados com marcas de patrocinadores.
A preocupação do dirigente envolve a possibilidade de vários clubes precisarem renegociar seus acordos no mesmo período. Na prática, as empresas interessadas em investir no futebol encontrariam grande parte das propriedades comerciais disponíveis ao mesmo tempo, o que poderia reduzir o valor oferecido por esses espaços.
Efeito sobre o mercado de patrocínios
Montenegro explicou que, normalmente, os contratos terminam em datas diferentes. Assim, a entrada de propriedades comerciais no mercado acontece de forma gradual. Com a mudança, porém, diversos clubes podem buscar novos parceiros simultaneamente, aumentando a oferta de espaços para as marcas.
“Isso desvaloriza muito o ativo e faz com que a camisa perca valor de mercado”, afirmou o presidente do Fluminense.
Segundo Montenegro, o possível efeito não se limita ao patrocínio master. Outros contratos comerciais do clube também podem ser atingidos, assim como produtos que já foram produzidos com as marcas dos patrocinadores.
O dirigente afirmou que a medida pode alterar a lógica de negociação no futebol brasileiro. Em vez de uma substituição pontual, os clubes poderiam enfrentar uma disputa por novos acordos no mesmo momento, com impacto sobre o valor comercial das camisas e de outros espaços de exposição.
Para o presidente tricolor, a perda simultânea de patrocínios por grande parte das equipes brasileiras pode diminuir o poder de negociação dos clubes. A consequência financeira estimada para o Fluminense considera tanto a necessidade de substituir parceiros quanto a possível redução dos valores obtidos com suas propriedades comerciais.




