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Breno Bidon passou por duas semanas de testes antes de ser aprovado no Corinthians

Robson Zimmermann contou como identificou o volante no futsal e defendeu mais planejamento na formação de jogadores.

Breno Bidon passou por duas semanas de testes antes de ser aprovado no Corinthians

A chegada de Breno Bidon ao Corinthians começou com uma avaliação no futsal e terminou após duas semanas de observação no clube. Robson Zimmermann, ex-captador e ex-coordenador técnico das categorias de base, contou que o volante chamou a atenção da comissão técnica logo no primeiro treino e acabou aprovado para seguir no Parque São Jorge.

Da quadra para o campo

Atualmente, Bidon tem 21 anos, veste a camisa 27 do Corinthians e foi convocado por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira. A identificação ocorreu quando ele ainda estava no sub-14 do futsal, fora do caminho mais comum de transição para o futebol de campo, que costuma acontecer entre os 9 e 12 anos.

Zimmermann explicou que observou características como a passada, o manejo corporal e a capacidade técnica do jogador em um espaço reduzido. Depois da conversa com os pais, o clube iniciou o período de avaliação.

A programação inicial previa uma semana por mês para os atletas observados. O primeiro contato, porém, mudou o cronograma. O técnico pediu para ver Bidon diante do grupo depois de receber informações sobre o perfil e o histórico do atleta. Ao fim das duas semanas, o volante foi aprovado.

Formação envolve várias etapas

Embora tenha participado da descoberta de Bidon, Zimmermann afirmou que o desenvolvimento do jogador foi construído por diferentes comissões e profissionais. Para ele, a captação representa apenas o começo de um processo que levou o atleta até a Seleção Brasileira.

“O captador faz a identificação, mas o processo de desenvolvimento cabe a cada comissão e a cada staff”, disse o ex-coordenador.

Na entrevista, ele também criticou a troca precoce de posição nas categorias de base para atender à busca por resultados imediatos. Na avaliação de Zimmermann, essa prática pode impedir que os jovens desenvolvam suas características naturais e contribuir para a falta de jogadores preparados para determinadas funções.

Planejamento para a transição

Zimmermann defendeu um planejamento mais claro entre a base e o futebol profissional. Ele citou os casos de André e Iago Machado, que passaram por períodos de adaptação antes de serem lançados, como exemplos de uma transição programada no Corinthians.

O ex-coordenador também mencionou clubes da Europa e de mercados alternativos, onde, segundo ele, o desenvolvimento pode levar de três a cinco anos antes da chegada definitiva ao profissional. Para Zimmermann, os clubes brasileiros precisam preparar os jovens antes de recorrer a eles em situações de necessidade, como dificuldades para contratar jogadores.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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