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Madureira reúne história, samba, comércio e cultura urbana

Do Mercadão ao Parque Mestre Monarco, Madureira construiu uma identidade marcada pelo samba, pela população negra e pela cultura urbana.

Madureira reúne história, samba, comércio e cultura urbana
Foto: Madureira: o coração cultural do subúrbio carioca Divulgação/Prefeitura do Rio

Madureira é um dos bairros mais tradicionais do subúrbio carioca e reúne comércio, transporte, esporte e diferentes expressões culturais. O movimento diário de trens, ônibus e BRTs se mistura ao samba, ao jongo e à black music em uma região cantada por Arlindo Cruz, Beto Sem Braço, João Nogueira, Heitor dos Prazeres, Acyr Pimentel e Ubirajara Cardoso.

Das origens ao centro urbano

A origem do nome remonta a Portugal, por volta do século XIV. Na época, existia a Torre de Madureira, próxima à cidade do Porto. O nome do monumento tornou-se sobrenome de família e chegou ao Brasil nas caravelas.

Nas primeiras décadas dos anos 1800, o agricultor e criador de gado Lourenço Madureira arrendou a antiga Fazenda do Campinho, que pertencia ao capitão Inácio do Canto. Depois da morte do capitão, a viúva tentou recuperar as terras na Justiça, mas perdeu a ação. Com o passar dos anos, a fazenda foi dividida em sítios e, mais tarde, transformada em praças e ruas.

A inauguração da estação de trem, em 1890, consolidou o nome Madureira. No começo do século XX, a região ainda preservava características rurais, mas passou por uma transformação gradual até se tornar um centro urbano com prédios e avenidas. A população negra teve presença marcante nesse processo e moldou a identidade cultural do bairro.

Mercadão, futebol e área verde

O Mercadão de Madureira surgiu em 1914, quando feirantes se reuniram para comercializar hortifrutis e outros produtos. Atualmente, o espaço reúne mais de 580 lojas e recebe milhares de visitantes diariamente, com artigos para festas, itens religiosos e produtos da culinária popular.

A história esportiva também está ligada ao comércio local. O Madureira Esporte Clube nasceu da fusão de várias agremiações em 1971, mas suas raízes remontam à década de 1910, com o Fidalgo Atlético Clube, que funcionava na Rua Domingos Lopes.

O Estádio da Rua Conselheiro Galvão é uma referência esportiva da região. O Tricolor Suburbano revelou nomes como Evaristo de Macedo, Jair Rosa Pinto, Marcelinho Carioca, Iranildo, Souza e Léo Lima.

Outro espaço importante é o Parque Madureira. Construído onde antes havia um terreno desocupado da concessionária Light, o parque tem 450 mil metros quadrados de área verde e lazer, alcançando partes de Turiaçu, Honório Gurgel, Guadalupe e Madureira.

O local conta com árvores, quiosques, Naves do Conhecimento, quadras poliesportivas, pista de skate street, áreas infantis e os arcos olímpicos dos Jogos Rio 2016. A Praça do Samba recebe shows e eventos socioculturais. Nos fins de semana comuns, os eventos atraem entre 10 mil e 15 mil pessoas; em grandes festividades, o público chega a 35 mil.

Inaugurado em 23 de junho de 2012, o parque recebeu, em 2021, o nome Parque Madureira Mestre Monarco, em homenagem ao baluarte da Portela.

Samba e black music

A Portela, fundada nos anos 1920/1930, e o Império Serrano, criado em 1948, são agremiações ligadas ao bairro. As escolas deram ao Brasil compositores e mestres como Dona Ivone Lara, Monarco, Paulinho da Viola, Mano Décio da Viola, Silas de Oliveira e Paulo da Portela.

A influência cultural dessas escolas alcança Oswaldo Cruz, Cascadura e Irajá. Sob o Viaduto Negrão de Lima, o Baile Charme acontece desde o início da década de 1990, com R&B, hip-hop, black music e funk das antigas. O espaço também recebe oficinas, cursos e bailes que reúnem centenas de pessoas todos os sábados.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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