RIO DE JANEIRO — A espera pelo Rock in Rio começou com estratégias para garantir espaço e aliviar o calor antes da abertura dos portões nesta sexta-feira (4). No P5, principal acesso à Cidade do Rock, os fãs numeraram as mãos para preservar a ordem de chegada mesmo quando precisam sair da fila.
A organização contou com a participação de Felipe, de Resende, no Sul Fluminense. Ele chegou por volta das 6h30 e ajudou a estabelecer o sistema de identificação. A medida permite que o público se ausente para comer ou usar o banheiro e retorne ao ponto correspondente.
“Quando a pessoa sai para almoçar ou fazer alguma coisa e volta, já sabe qual é o lugar dela”, explicou Felipe.
Proteção contra o calor
A área de espera recebe a circulação de aguadeiros, que distribuem água aos fãs. Equipamentos de vaporização também borrifam água gelada para refrescar o público sob o sol.
Jason Lopes da Silveira, morador de Barros Cassal, no interior do Rio Grande do Sul, chegou por volta das 8h. Ele viajou sozinho para o Rio de Janeiro com o objetivo de assistir ao show do Foo Fighters e levou um guarda-sol, usado para montar um abrigo improvisado ao lado de uma caçamba.
“Eu costumo ir a vários shows em São Paulo e Curitiba, então isso já é habitual para mim”, contou Jason.
Além da apresentação desta sexta, ele planeja acompanhar o festival no sábado (5), quando o Avenged Sevenfold será a principal atração do Palco Mundo.
Encontros entre fãs
A fila também aproximou admiradores do Foo Fighters. Juliana Wittaker, de Osasco, na Grande São Paulo, participa do Rock in Rio pela primeira vez. Ela foi do aeroporto diretamente para a Cidade do Rock e conheceu outros fãs enquanto aguardava.
Entre eles está Maila Santos, que acompanha o festival desde 2001. Na edição de 2019, durante a última apresentação do Foo Fighters no evento, ela começou a formar o grupo de amigos com quem costuma ir a shows. Na espera por mais uma edição, Maila relembra histórias do festival e compartilha as memórias com os novos companheiros de fila.
“Não tem como dizer que 2001 não foi lendária”, relembrou Maila.



