A advogada Nathaly Moraes entrou em contato com o consulado brasileiro em Miami, nos Estados Unidos, para tentar descobrir se Ágatha Isabelle e Alan Michael, irmãos desaparecidos em Bacabal, no Maranhão, estão entre as crianças resgatadas na Flórida nesta semana.
Ao todo, 163 menores de idade foram encontrados durante a operação. Eles têm 12 nacionalidades diferentes, incluindo a brasileira, e idades entre dois meses e 17 anos. Parte das crianças ainda não foi identificada.
Busca pelos irmãos
Ágatha tinha seis anos e Alan Michael, quatro, quando os dois desapareceram, no dia 4 de janeiro deste ano. O primo deles, Anderson Kauã, de oito anos, também sumiu na mesma ocasião. Ele foi localizado com vida após três dias e atualmente está bem com a família.
Até o momento, Ágatha e Alan não foram encontrados, e nenhum vestígio físico dos dois foi localizado. A mãe, Clarice Cardoso, contratou Nathaly Moraes há alguns meses para auxiliar nas buscas.
A advogada afirmou que tomou providências judiciais desde o dia 31 e encaminhou ao consulado um requerimento com informações sobre o desaparecimento dos irmãos. O órgão informou que dará um retorno assim que possível, já que a operação ainda está acontecendo.
Nathaly também destacou que as crianças resgatadas tinham em comum a situação de vulnerabilidade social. De acordo com ela, criminosos costumam observar esse perfil porque uma tentativa de resgate poderia ser dificultada.
“Algumas das crianças resgatadas ainda não foram identificadas”, disse a advogada, ao explicar por que busca confirmar se os irmãos estão entre os menores localizados.
O advogado de José Arthur Sousa Barros, de dois anos, que desapareceu em março deste ano em Eldorado dos Carajás, no Pará, também tenta verificar se o menino está entre as crianças resgatadas na Flórida. Nathaly pediu que as pessoas continuem divulgando as fotos de Ágatha e Alan.



