RIO DE JANEIRO — A presença de diferentes gerações marcou a chegada do público ao projeto Aquarius, na Praça Mauá. A programação reúne Emicida, Leci Brandão e a Orquestra Sinfônica Brasileira em uma apresentação que combina rap, samba e música clássica.
Às 14h, a área reservada para pessoas com mais de 60 anos estava perto da lotação máxima. Entre os presentes, havia moradores de diferentes pontos do estado e pessoas interessadas em acompanhar o encontro entre estilos musicais.
Música como encontro
Moradora de Magé, Lúcia Bento foi ao evento com o marido e se definiu como uma “senhora aventureira”. Enquanto ele guardava os lugares, ela aguardava a sombra aumentar. A fluminense contou que faz aula no coral do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, e destacou a importância da programação: “É cultural, é encontro, é música. Isso alimenta nossa alma, me faz sentir bem”.
O estudante de design Pedro Flávio, de 20 anos, viajou de Campos dos Goytacazes ao Rio para assistir a Emicida. Ele escolheu o show como presente de aniversário e afirmou que o rapper foi responsável por ajudá-lo a se entender como uma pessoa negra.
Para Pedro, a apresentação com uma orquestra amplia o diálogo entre universos musicais. Emicida, artista de São Paulo, é apresentado pelo estudante como alguém que mistura sons e trouxe esperança de uma nova vida.
Programa cultural pelo Centro
Diego de Souza, morador de Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, levou o filho Theo, de 9 anos, para um passeio cultural. O roteiro incluiu a Praça XV e o Museu do Amanhã, antes da chegada à Praça Mauá. Pai e filho estenderam uma canga na grama ao lado do palco e levaram petiscos para acompanhar o evento.
A agenda musical segue de 17 a 23 de setembro. Além do Aquarius, Jorge Aragão se apresenta no Clube Renascença, o Mimo Festival ocupa o Circo Voador com Fernanda Abreu e Tiken Jah Fakoly, e Teresa Cristina leva seu novo álbum ao Teatro Riachuelo.
No domingo, Jorge Aragão reúne clássicos como “Coisa de pele” e “Malandro” no Renascença Clube, no Andaraí, das 15h às 22h. O ingresso custa R$ 55, no 4º lote, com 1 kg de alimento.
Acesso à Praça Mauá
A estação mais próxima para quem vai de VLT é a Parada dos Museus, atendida pela Linha 1, no trajeto Terminal Gentileza x Santos Dumont. Aos sábados, os intervalos médios entre as viagens são de cerca de 20 minutos. A tarifa custa R$ 5, com pagamento por cartão digital Jaé, cartão físico ou Pix.
De metrô, a referência é a estação Uruguaiana, no Centro. Dali, é necessário caminhar de 7 a 10 minutos até o local. Uma das opções passa pela Avenida Presidente Vargas e pela Rua Acre. Outra segue pela Avenida Presidente Vargas até a Igreja da Candelária, com acesso posterior pela Avenida Rio Branco até a Praça Mauá.


