A Assembleia Geral Extraordinária do Corinthians continua prevista para este sábado, 19, entre 9h e 17h, no Parque São Jorge. A reunião vai discutir mudanças no Estatuto do clube, enquanto novos pedidos judiciais tentam suspender a votação.
Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, afirmou que os temas submetidos aos associados foram analisados e aprovados pelo plenário do órgão após debate e votação. Para ele, não se trata de uma decisão individual da presidência ou de dirigentes.
“Esta não é uma questão pessoal de conselheiros ou dirigentes. É uma questão institucional”, declarou Tuma em nota publicada nas redes sociais.
Novas medidas na Justiça
Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger apresentaram nesta sexta-feira um novo pedido de efeito suspensivo contra a decisão judicial da última quinta-feira. Os três conselheiros vitalícios tentam impedir a realização da votação desde junho.
Na decisão anterior, o desembargador Maurício Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, rejeitou o recurso apresentado pelo trio para suspender a Assembleia Geral.
O juiz Rafael Viotti Schlobach havia determinado que a reunião tivesse correspondência rigorosa com os limites do que foi efetivamente discutido e aprovado pelo Conselho Deliberativo. O texto-base da reforma foi rejeitado pelo órgão, e a Assembleia vai tratar dos 11 temas aprovados.
Leonardo Pantaleão, vice-presidente do Conselho, também apresentou manifestação no Tribunal de Justiça de São Paulo. Tuma afirmou ainda que o Conselho Deliberativo deve ter suas decisões respeitadas e que os associados têm o direito de exercer as competências previstas no Estatuto.
Quem pode votar e temas da reunião
Estão aptos a participar associados maiores de 18 anos, admitidos há mais de cinco anos e em dia com as obrigações estatutárias. Militantes e dependentes de qualquer categoria não podem votar.
Entre os assuntos previstos estão o direito de voto do Associado de Futebol, o Fiel Torcedor, já para 2026; a redução do Conselho Deliberativo para 200 membros, sendo 150 eleitos e 50 vitalícios; e a adoção de candidaturas individuais para o órgão.
A pauta também inclui a redução do período de carência para votar para três anos, a criação de eleições em dois turnos para presidente e vices e a escolha do Conselho de Ética pela Assembleia Geral. O colegiado teria 11 membros eleitos.
Ainda serão discutidas a limitação dos membros natos do Cori aos últimos cinco ex-presidentes do Conselho Deliberativo e da diretoria, a divulgação trimestral dos balancetes, a possibilidade de reeleição do atual presidente como regra de transição e a obrigação de a diretoria pagar as demandas do Conselho Deliberativo.




