O Conselho Deliberativo do Corinthians confirmou a realização da Assembleia Geral dos associados para este sábado, no Parque São Jorge. A reunião será realizada das 9h às 17h, no Ginásio Wlamir Marques, e terá como pauta 11 temas aprovados pelo conselho em 29 de abril e 4 de maio para alterar o estatuto do clube.
A autorização da Justiça de São Paulo ocorreu na última sexta-feira. O juiz Rafael Viotti Schlobach determinou que a assembleia deverá respeitar os assuntos que foram efetivamente discutidos nas reuniões anteriores. Com isso, o texto-base da reforma estatutária não será colocado em debate.
Na mesma sexta-feira, os conselheiros vitalícios Ademir Benedito, Guilherme Strenger e Alexandre Husni fizeram um pedido para questionar a autorização judicial e suspender a reunião. O trio já havia conseguido cancelar a assembleia marcada para 20 de junho, após alegar problemas na tramitação do texto-base. O pedido foi apresentado no dia 12 de junho e acolhido quatro dias depois pelo desembargador Mauricio Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A assembleia anterior também chegou a ser cancelada por Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, em 13 de agosto. A decisão, descrita por ele como resultado de um “cenário de incerteza jurídica”, dizia respeito à reunião prevista para 20 de junho, e não à atual assembleia, marcada para 19 de setembro.
Quem poderá votar
Estão aptos a participar associados maiores de 18 anos, admitidos há mais de cinco anos e em dia com todas as obrigações estatutárias. Militantes e dependentes de qualquer categoria não poderão votar.
Entre os temas estão a possibilidade de voto para associados de futebol, o Fiel Torcedor, já para 2026; a redução do Conselho Deliberativo para 200 integrantes, sendo 150 eleitos e 50 vitalícios; e a adoção de candidaturas individuais para o órgão.
A pauta também prevê a redução do período de carência para votar para três anos, eleições para presidente e vice-presidente em dois turnos, escolha do Conselho de Ética pela Assembleia Geral e sua divisão em duas câmaras, com 11 membros eleitos.
Os demais pontos tratam da limitação dos membros natos do Cori aos últimos cinco ex-presidentes do Conselho Deliberativo e da diretoria, da publicação trimestral dos balancetes, da permissão para a reeleição do atual presidente como regra de transição e da obrigação de a diretoria pagar as demandas do Conselho Deliberativo.




