RIO DE JANEIRO — O Vasco recorreu à Justiça para tentar realizar no Maracanã o segundo jogo da semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors. O pedido de tutela de urgência foi encaminhado à 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, no Rio de Janeiro, contra a Fla-Flu Serviços S.A., administradora da arena.
A medida foi tomada nesta quinta-feira, depois de o Consórcio Maracanã negar novamente a solicitação do clube. Esta foi a terceira recusa ao pedido vascaíno em 2026. A administradora afirmou que a decisão considerou questões técnicas e operacionais, principalmente a sequência de partidas e o desgaste do gramado.
Prazo para definir o estádio
O Vasco precisa informar à Conmebol o local do confronto com pelo menos dez dias de antecedência. A definição deve ocorrer até o início de outubro. O primeiro duelo contra o Boca Juniors está marcado para 13 de outubro, na Argentina, enquanto a partida de volta será disputada em 20 de outubro, no Rio de Janeiro.
São Januário não atende, neste momento, à exigência da entidade sul-americana para as semifinais da competição. O regulamento determina capacidade mínima de 30 mil torcedores para o estádio que receberá o jogo.
Pedido por São Januário
Além da ação envolvendo o Maracanã, a diretoria vascaína tenta conseguir uma autorização excepcional da Conmebol para manter a partida em São Januário. Pedrinho solicitou flexibilidade e disse que pretende ampliar o espaço destinado à torcida visitante.
O presidente do Vasco também citou sua relação com Juan Román Riquelme, presidente do Boca Juniors, como parte da tentativa de organizar uma estrutura adequada aos torcedores argentinos. “Vou tentar aumentar o espaço de visitante em São Januário. Tenho uma boa relação com o Riquelme”, afirmou Pedrinho em entrevista na última sexta-feira.
Na mesma declaração, o dirigente pediu ao presidente da Conmebol que autorize a realização do jogo no estádio vascaíno e afirmou que buscará oferecer suporte aos torcedores do clube argentino.



