SÃO PAULO — Tifanny Abreu criticou a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) de impedir a participação de mulheres trans na competição nacional. A ponteira do Osasco falou sobre o tema durante o lançamento da nova temporada da Superliga, realizado na COB Expo, em São Paulo, nesta quinta-feira, 1º.
A jogadora, de 41 anos, afirmou que a medida foi anunciada durante a temporada e afeta a rotina de atletas que precisam se concentrar nos treinamentos e nas competições. “Eu não sou bandida. Sou uma atleta”, declarou Tifanny.
Em agosto, a CBV divulgou uma política de elegibilidade que restringe os torneios nacionais da categoria feminina a atletas que possuem o sexo biológico feminino. A regra segue critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
Por causa da norma, Tifanny não poderá disputar a temporada 2026/27 da Superliga. A atleta defende o Osasco desde 2021 e conquistou um título da competição, além de quatro Campeonatos Paulistas, um vice-campeonato no Sul-Americano e o terceiro lugar no Mundial de Clubes.
A ponteira também afirmou ter se sentido atingida pela falta de consideração com atletas e pessoas que acompanham sua trajetória no esporte. “Faltou muita empatia com o ser humano, com a atleta, com o clube”, disse.
Tifanny declarou ainda que a decisão representa um momento difícil, por ocorrer enquanto as jogadoras precisam manter o foco no trabalho diário e nas disputas da temporada.



