Niterói, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,14 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 185.814 +0,00% Niterói 17°C 17° / 21°
Brasil

PF amplia investigação sobre suspeitas envolvendo cotas parlamentares

Nova fase da Operação Rent a Car mira aliados de Sóstenes Cavalcante, enquanto deputados são citados na decisão, mas não são alvos diretos.

Em fase anterior, PF mirou Jordy e Sóstenes por suspeitas de desvios de cotas parlamentares para locação de veículos
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A terceira fase da Operação Rent a Car investiga pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e busca esclarecer a movimentação e a destinação de recursos sob suspeita. Deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (1º), a etapa não tem como alvos diretos Sóstenes nem Carlos Jordy (PL-RJ).

Os dois deputados foram alvo de mandados de busca e apreensão em dezembro do ano passado, em uma fase anterior da apuração. Eles eram investigados por suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares e negam qualquer irregularidade.

De acordo com a Polícia Federal, empresas de fachada, incluindo uma locadora de veículos, teriam sido usadas para justificar despesas pagas com dinheiro público. A principal linha de investigação considera que contratos de aluguel de veículos poderiam dar aparência legal ao desvio de recursos da verba parlamentar.

A apuração começou após diligências contra assessores ligados aos parlamentares. A análise de mensagens de celular, depoimentos e quebras de sigilo levou os investigadores a reunir indícios contra os deputados.

Dinheiro encontrado em flat

Durante a operação realizada em dezembro, os investigadores encontraram dinheiro guardado em sacos plásticos dentro de um armário de um flat. Sóstenes afirmou que os valores eram provenientes da venda de um imóvel, declarou que o dinheiro tinha origem lícita e disse ser vítima de perseguição política.

Carlos Jordy também negou irregularidades. O deputado afirmou que a empresa investigada presta serviços ao gabinete desde 2019 e argumentou que não cabe ao parlamentar fiscalizar a quantidade de veículos da locadora contratada, mas apenas a execução do serviço.

As investigações apuram a possível atuação coordenada de agentes públicos, servidores comissionados e particulares para desviar orçamento público e ocultar a origem do dinheiro. Entre os crimes investigados estão peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Nesta fase, a PF pretende aprofundar a apuração sobre pessoas ligadas a Sóstenes Cavalcante e verificar a versão apresentada pelo deputado para a origem do dinheiro apreendido anteriormente.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.