Niterói, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,14 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 185.814 +0,00% Niterói 17°C 17° / 21°
Brasil

Deputados pedem cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso

Ação apresentada à Procuradoria-Geral Eleitoral acusa o deputado de abuso de poder político e uso indevido das redes sociais.

Deputados acionam PGE e pedem inelegibilidade de Nikolas Ferreira por abuso de poder

Três deputados federais do PT acionaram a Procuradoria-Geral Eleitoral contra Nikolas Ferreira (PL-MG), pedindo a cassação do mandato e a declaração de inelegibilidade do parlamentar por oito anos. A acusação envolve a divulgação de um documento falso atribuído à Polícia Federal.

Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) afirmam que Nikolas compartilhou nas redes sociais uma imagem que simulava um relatório oficial da corporação. O material dizia não haver indícios de crimes cometidos pelo deputado e foi publicado após a circulação de mensagens e áudios trocados entre Nikolas e o empresário Daniel Vorcaro.

As conversas foram obtidas em um celular apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de justiça envolvendo o Banco Master.

A Polícia Federal negou ter produzido o documento ou realizado a análise indicada na imagem. Um laudo técnico anexado à ação aponta inconsistências no material compartilhado. Entre elas estão datas de janeiro de 2025, embora as mensagens reais investigadas tenham ocorrido em março de 2025, além da ausência de assinatura, matrícula de servidor, número de procedimento e código de verificação.

O laudo também registra divergência sobre a página 156. No relatório verdadeiro da Polícia Federal, o trecho trata de pagamentos a um escritório de advocacia, e não do conteúdo exibido na imagem que circulou na internet.

Pedidos apresentados à PGE

Na petição, os deputados classificam a conduta como abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. Eles também pedem a abertura de inquérito criminal para investigar a falsificação de selos públicos e a propagação de desinformação.

Nikolas declarou nas redes sociais que não sabia que o documento era falso. O deputado afirmou que apenas havia compartilhado uma publicação de outra página e disse ter apagado o post após a repercussão.

Os parlamentares sustentam que a exclusão não elimina o impacto da publicação. Eles destacam que Nikolas reúne mais de 27 milhões de seguidores em suas contas oficiais e afirmam que as regras eleitorais exigem a checagem de conteúdos de terceiros antes da divulgação.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.