RIO DE JANEIRO — O Vasco tenta obter uma autorização excepcional da Conmebol para disputar em São Januário o jogo de volta da semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors. A diretoria também considera recorrer à Justiça para buscar o Maracanã, depois que o pedido para usar a arena foi negado.
A entidade sul-americana exige capacidade mínima de 30 mil torcedores para os estádios nesta fase da competição. Por esse motivo, São Januário não atende ao regulamento. O clube avalia aumentar o espaço destinado à torcida visitante e pediu flexibilidade à Conmebol para manter o confronto no estádio.
“Peço que o presidente da Conmebol tenha um pouco de flexibilidade e autorize que eu jogue em São Januário”, disse Pedrinho, presidente vascaíno, em entrevista na última sexta-feira. Ele também afirmou que tentará ampliar a área para os torcedores do Boca Juniors e mencionou ter uma boa relação com Riquelme.
Maracanã fora dos planos
O Consórcio que administra o Maracanã, liderado por Flamengo e Fluminense, recusou formalmente o pedido do Vasco. A justificativa envolve o desgaste do gramado e a quantidade de partidas prevista para o estádio.
A arena receberá Flamengo e Estudiantes pela Libertadores dois dias depois do duelo entre Vasco e Boca Juniors. O clube cruz-maltino entende ainda que um acordo com o consórcio prevê até quatro partidas por ano no Maracanã, mas não conseguiu levar para o local os jogos contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil.
A Conmebol espera que o Vasco informe o estádio no início de outubro. Pelo regulamento, a definição precisa ser comunicada com pelo menos dez dias de antecedência.
A partida de ida contra o Boca Juniors está marcada para 13 de outubro, na Argentina. O segundo confronto será disputado em 20 de outubro, no Rio de Janeiro.



