A Superbet notificou o São Paulo sobre a possibilidade de rescindir o contrato caso a medida provisória que restringe a atuação das bets no Brasil seja mantida na forma enviada pelo governo federal ao Congresso. O acordo representa dois terços da receita de patrocínio do futebol do clube em 2025.
O São Paulo assinou com a empresa em janeiro de 2024. O contrato inicial previa R$ 54,5 milhões para 2025, mas a renovação, firmada em abril do ano passado, elevou o valor para próximo de R$ 80 milhões.
O novo acordo prevê reajustes progressivos até alcançar R$ 140 milhões em 2030, ano do centenário são-paulino. A soma dos pagamentos entre 2025 e 2030 chegaria a R$ 678 milhões. Cláusulas ligadas a títulos e vagas nos torneios mais relevantes podem elevar o valor total para R$ 1 bilhão.
Peso nas contas do futebol
O pagamento da Superbet em 2025 equivale a 10,97% da despesa operacional do futebol, calculada em R$ 728,96 milhões no exercício. Considerando salários, encargos, direitos de imagem, premiações e benefícios, a participação sobe para 21,3%. Esses custos somaram R$ 375,07 milhões no ano passado.
Apesar do patrocínio, o clube acumulou atrasos no pagamento de direitos de imagem ao elenco. Uma das parcelas pendentes foi quitada com um adiantamento da Ticketmaster, empresa que passou a operar a bilheteria do MorumBis e o programa de sócio-torcedor. Ainda existem pendências com os jogadores.
Clubes recorrem contra medida
O São Paulo ingressou em uma ação no Supremo Tribunal Federal para tentar derrubar a medida provisória das bets. Outras equipes brasileiras também devem participar das ações.
Ao menos seis emendas apresentadas pela comissão mista, formada por deputados federais e senadores, propõem limitar a proibição ao cassino online e manter as apostas esportivas.
A medida provisória foi assinada em 25 de setembro. A partir dessa data, o Congresso Nacional tem 120 dias para decidir se transforma o texto em lei federal, o que deve ocorrer somente após as eleições presidenciais.
Na Série A, a Superbet também patrocina o Fluminense. O Botafogo retirou a Vbet dos uniformes de treino e deixou de exibir a marca nas redes sociais. O Flamengo tomou medida semelhante em relação à Betano, mas não há confirmação de suspensão dos contratos.



