A Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil colocou sob avaliação um dos principais contratos comerciais do Fluminense. Renovado até 2029, o acordo com a Superbet pode alcançar R$ 86 milhões por temporada e aproximadamente R$ 344 milhões ao longo de quatro anos, caso todas as metas sejam cumpridas.
Do valor máximo anual, R$ 53 milhões são fixos. Outros R$ 33 milhões dependem de bônus e do cumprimento de metas, não sendo uma receita garantida para o clube. O contrato ainda teria mais de três anos de duração.
A parceria também foi ampliada no uniforme. A Superbet manteve o espaço principal na parte da frente da camisa e passou a ocupar a região superior das costas. O novo acordo supera o anterior, que previa R$ 40 milhões fixos por temporada, além de R$ 10 milhões em incentivos.
Prazos previstos pela medida
As marcas têm até 5 de outubro para retirar materiais publicitários e de patrocínio. A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar.
Diante desse cenário, o Fluminense avalia os efeitos da medida sobre o contrato com a Superbet. Uma eventual saída da empresa faria o clube buscar alternativas para os espaços atualmente ocupados pela marca, seja com um novo parceiro ou com a reorganização do uniforme.
A discussão pode alcançar outros clubes brasileiros, já que as casas de apostas se tornaram anunciantes importantes do futebol nos últimos anos. Para o Fluminense, a questão envolve preservar o valor comercial conquistado pela camisa e lidar com uma possível perda de receita.
A Medida Provisória continua em discussão no Congresso e também é alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal.




