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Emily Lima aponta fortalecimento dos rivais e projeta reação do Corinthians

Técnica vê avanço do futebol feminino, mantém confiança no elenco e prepara o Corinthians para a Libertadores de 2026.

Emily Lima aponta fortalecimento dos rivais e projeta reação do Corinthians

A técnica Emily Lima vê o crescimento de outros projetos como o principal movimento do futebol feminino brasileiro após o São Paulo interromper a sequência de títulos do Corinthians no Brasileirão. Para ela, a perda do domínio da equipe não representa uma ameaça, mas o resultado da profissionalização de novos clubes.

“Eu não acho que está ameaçada. Eu acho que é a evolução do futebol feminino”, afirmou Emily, ao citar São Paulo, Palmeiras, Internacional e Grêmio entre as equipes que vêm investindo na modalidade. A treinadora também lembrou períodos de destaque de Santos, Centro Olímpico e São José.

Confiança mesmo após a sequência de vices

O Corinthians terminou o Brasileirão de 2026 como vice-campeão e deixou escapar o sétimo título consecutivo. A equipe também acumula quatro vice-campeonatos seguidos, considerando o Campeonato Paulista de 2025, o Mundial de Clubes Feminino, a Supercopa Feminina e o Brasileirão de 2026.

Mesmo com a fase sem troféus, Emily disse confiar na qualidade das jogadoras. Segundo a técnica, o elenco sentiu principalmente as chances desperdiçadas nos dois jogos da decisão, além do impacto natural da derrota. Ela afirmou que a comissão técnica precisa recuperar a energia do grupo e concentrar o trabalho nas soluções.

O último título do Corinthians foi a Libertadores Feminina, conquistada contra o Deportivo Cali, da Colômbia, nos pênaltis, por 5 a 3, em 18 de outubro de 2025. Desde então, o time não voltou a levantar um troféu.

Crise no clube afeta rotina das Brabas

Emily também relacionou o cenário político e financeiro do Corinthians às dificuldades enfrentadas durante a temporada. O clube tem endividamento próximo dos R$ 3 bilhões e convive com atrasos em premiações, salários e direitos de imagem. A situação alcançou outras modalidades, como o futebol masculino e o basquete.

Em agosto, as atletas foram ao Parque São Jorge cobrar uma posição do presidente Osmar Stabile. Na ocasião, havia dois meses de direitos de imagem em aberto, além de outros valores. Para Emily, a instabilidade interfere no trabalho e limita, inclusive, a possibilidade de novas contratações.

Apesar disso, a treinadora destacou que o futebol feminino vem ganhando investimentos, patrocinadores e movimentações no mercado. No início de setembro, o Corinthians fez a maior venda de sua história na modalidade ao negociar a zagueira Letícia Teles com o Al Qadsiah, da Arábia Saudita.

A transferência ficou entre 600 mil e 800 mil dólares, cerca de R$ 3,1 milhões a R$ 4,1 milhões na cotação da época. O valor colocou Letícia Teles acima das negociações de Tarciane, por aproximadamente R$ 2,59 milhões, e Daniela Arias, por cerca de R$ 850 mil.

A maior venda do futebol feminino brasileiro citada foi a de Amanda Gutierres, do Palmeiras para o Boston Legacy, dos Estados Unidos, por US$ 1,1 milhão, cerca de R$ 5,9 milhões.

Próximo compromisso será pela Libertadores

O Corinthians continua como o maior campeão do Brasileirão Feminino, com sete conquistas: 2018, 2020, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025. A Ferroviária aparece na sequência, com dois títulos, enquanto Centro Olímpico, Rio Preto, Flamengo, Santos e São Paulo têm uma conquista cada.

A próxima competição das Brabas será a Libertadores Feminina de 2026. A estreia está marcada para 15 de outubro, contra o Colo-Colo, do Chile, às 17h (de Brasília), pelo Grupo A. A partida será disputada no Estádio Rodrigo Paz Delgado, conhecido como Casa Blanca, em Quito, no Equador.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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