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A aparência do rosto de quem corre depende de mais do que quilometragem

Treino intenso, baixa gordura corporal, alimentação insuficiente e sol podem influenciar a aparência facial de alguns atletas.

A aparência do rosto de quem corre depende de mais do que quilometragem
Foto: São Silvestre/Divulgação

A corrida não tem uma quantidade de quilômetros capaz de determinar quando o rosto passa a envelhecer. A aparência mais marcada observada em alguns atletas está ligada a uma combinação de fatores, como volume de treino, composição corporal, alimentação, recuperação e exposição ao sol, explica a cirurgiã plástica Flávia Bonato, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e praticante da modalidade.

A médica afirma que corredores ocasionais ou aqueles que mantêm um volume baixo de treinamento dificilmente terão o rosto envelhecido por causa da corrida. A associação pode aparecer em atletas que treinam por muitos anos em grandes volumes, apresentam percentual de gordura muito baixo e não consomem energia suficiente para acompanhar o gasto dos exercícios.

Quando o rosto perde volume

A gordura facial contribui para o preenchimento e a sustentação dos tecidos. Por isso, uma redução importante da gordura corporal pode diminuir o volume da face e deixar estruturas e sulcos mais aparentes, especialmente em pessoas que já têm baixo percentual de gordura.

A situação pode ser agravada quando o treinamento exige mais energia do que a alimentação fornece. De acordo com Flávia Bonato, alguns atletas entram em déficit energético crônico e inadequação nutricional, condições que podem comprometer a manutenção dos tecidos e a formação e renovação do colágeno.

“Quanto mais você treina, maior é a necessidade de aporte calórico”, afirma a médica. Ela também diz que esse déficit aumenta o risco de complicações em cirurgias plásticas, incluindo seroma e abertura de ferida.

O papel do sol e dos cuidados

Treinos longos ao ar livre acumulam horas de exposição à radiação ultravioleta, sobretudo quando realizados regularmente sem proteção adequada. Nesse contexto, o fotoenvelhecimento pode contribuir para rugas, manchas e perda de qualidade da pele.

A recomendação para quem corre não é abandonar o esporte. A orientação é cuidar dos fatores modificáveis: usar protetor solar diariamente, manter uma alimentação compatível com o gasto energético, garantir a ingestão de nutrientes e respeitar o descanso. Tratamentos médicos e tecnologias que estimulam a produção de colágeno podem ser considerados conforme a avaliação profissional.

Quando a perda de volume e a flacidez são importantes, tratamentos menos invasivos podem ter resposta limitada, principalmente na presença de déficit nutricional. Nesses casos, procedimentos como lifting facial ou técnicas de menor extensão podem ser avaliados individualmente. A lipoenxertia também pode ser associada para ajudar na reposição do volume perdido.

A médica ressalta que quem corre ocasionalmente ou pratica a modalidade regularmente, sem grandes volumes de treinamento, está em uma situação de menor risco e não precisa evitar a atividade por medo de alterar a aparência do rosto.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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