A CBF definiu a divisão dos direitos de transmissão da Copa do Brasil entre 2027 e 2030 e fechou um acordo de R$ 4 bilhões. O valor representa aumento de 80% em relação ao ciclo atual, que termina em dezembro deste ano. As emissoras pagarão pouco mais de R$ 1 bilhão por ano.
A negociação começou em abril, terminou no início de setembro e envolveu 15 interessados entre emissoras e serviços de streaming. O processo teve cinco meses de duração e foi considerado inovador para os padrões brasileiros. A CBF afirma que nunca havia realizado algo semelhante na disputa pelos direitos da competição.
Como ficou a divisão
A Globo venceu o pacote de TV aberta e continuará também com a exibição no SporTV, no Premiere e na GE TV, seu canal gratuito no YouTube. A Amazon Prime Video e a ESPN ficaram com o terceiro pacote, de transmissão multiplataforma. A ESPN fará sua estreia no torneio nesse ciclo.
Foram colocados cinco pacotes à venda. O segundo, de transmissão multiplataforma, ficou com SporTV, Premiere e GE TV. O quarto, destinado a react e highlights, também foi vencido pela GE TV. Já o pacote internacional ainda não tem detentor definido. A negociação desse grupo continua, mas ele não gera valores relevantes para a CBF.
A CazéTV foi descartada, enquanto o YouTube chegou a ser consultado. Também participaram das conversas Paramount, N Sports, SBT e TNT Sports. O SBT apresentou uma proposta de cerca de R$ 150 milhões pelo pacote de TV aberta e planejava transmitir de um a dois jogos por rodada, mas perdeu a disputa para a Globo.
Mudanças na competição
A Supercopa foi incluída na venda, mas terá um ciclo diferente, de 2028 a 2031. Todos os vencedores da concorrência da Copa do Brasil poderão exibir a competição, que será decidida em jogo único e campo neutro no início de cada temporada.
A CBF também alterou a organização do torneio para ampliar seu valor comercial. Em 2027, serão mantidas cinco fases antes das oitavas de final, enquanto a decisão continuará em jogo único e campo neutro. A confederação passará a produzir 100% dos sinais das partidas e oferecerá mais datas ao longo do ano.
A partir da quinta fase, os detentores terão horários exclusivos, sem sobreposição de datas no calendário. Das quartas de final em diante, todos os confrontos ocorrerão nos finais de semana. O projeto ainda prevê propriedades comerciais inseridas no sinal e associação com grandes marcas.
A CBF calculou que o valor da competição deveria superar R$ 14,8 milhões por jogo, teto registrado no país e referência da receita da Libertadores considerando apenas partidas de times brasileiros. Com o novo acordo, a entidade alcançou a maior receita de direitos de TV de uma competição nacional.



