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CBF vende direitos da Copa do Brasil por mais de R$ 4 bilhões até 2030

Globo, Amazon e ESPN Brasil dividirão os direitos da competição, que terá novos pacotes, calendário ajustado e transmissão integral dos jogos.

CBF vende direitos da Copa do Brasil por mais de R$ 4 bilhões até 2030

A CBF vendeu os direitos de transmissão da Copa do Brasil para as temporadas de 2027 a 2030 por mais de R$ 4 bilhões. Globo, Amazon e ESPN Brasil participaram do acordo, que representa um aumento de 80% em relação ao ciclo anterior.

A negociação mudou o modelo adotado pela Confederação Brasileira de Futebol. Até então, os direitos eram vendidos a um único detentor, que poderia repassar parte das partidas a outras plataformas. Entre 2023 e 2026, a Globo teve exclusividade e sublicenciou alguns jogos ao Prime Video.

Novos pacotes e mais plataformas

Para elevar o valor do campeonato, a CBF abriu mão da exclusividade e dividiu os direitos entre diferentes empresas. A entidade também conduziu diretamente as conversas, sem intermediários, e consultou emissoras e plataformas sobre suas demandas antes de formalizar as propostas.

Cerca de 15 empresas participaram da concorrência, entre convidadas e interessadas no processo. SBT, Record, Paramount, HBO e YouTube estiveram entre as companhias envolvidas. A CazéTV não foi considerada por problemas internos entre a CBF e a LiveMode.

A Globo ficou com o principal pacote e será a única emissora de TV aberta a transmitir a competição. A empresa terá de exibir 14 partidas a partir da quinta fase, quando os times de série A entram no torneio.

Sportv, Premiere, Ge TV, Prime Video e ESPN ficaram com o segundo e o terceiro pacotes. Os dois conjuntos têm os mesmos direitos: as empresas terão acesso à mesma quantidade de jogos e vão se alternar na exibição das partidas mais importantes.

A Ge TV também adquiriu o quarto pacote, voltado à produção de vídeos de reação e conteúdos com os melhores momentos para redes sociais, YouTube e outros aplicativos. Um quinto pacote ainda está em negociação para o mercado internacional, com foco na presença da competição em outros países.

Audiência e calendário

Durante os estudos para a venda, a CBF apresentou dados de audiência medidos pelo Ibope na Grande São Paulo. O levantamento indicou que as fases finais da Copa do Brasil tiveram médias superiores na TV aberta às registradas pelo Campeonato Brasileiro e pela Libertadores.

A entidade também defendeu que a competição poderia valer tanto quanto ou mais que a Libertadores. Entre os argumentos estava a presença das dez maiores torcidas brasileiras, embora nem todas participem do torneio sul-americano. Em confrontos internacionais, a presença de um time estrangeiro também pode reduzir o interesse do público local.

Outro ponto usado na negociação foi a produção de 100% do sinal. Com isso, os detentores dos direitos não precisam cuidar da logística de partidas disputadas em locais distantes. Os jogos que não forem escolhidos pelas plataformas e emissoras serão exibidos no canal oficial da CBF.

O calendário também será alterado para distribuir melhor as partidas. A partir da quinta fase, haverá poucos conflitos de horário. Nas quartas de final, não haverá jogos simultâneos, e as partidas serão realizadas aos fins de semana. Hoje, esse formato é adotado apenas nas semifinais.

A CBF ampliou o período da competição sem aumentar o número de jogos de cada equipe. Para isso, serão acrescentadas mais duas datas à quinta fase e às oitavas de final.

A confederação não divulgou oficialmente os valores de cada pacote, mas informou que o aumento da receita terá impacto na premiação dos clubes participantes. A negociação faz parte do plano de tornar a Copa do Brasil o torneio mais relevante comercialmente no país, em um cenário de impasse sobre a criação de uma liga para organizar o Campeonato Brasileiro.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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