BRASÍLIA — Palmeiras, São Paulo e Santos decidiram não enviar representantes à reunião convocada pelo Ministério do Esporte para discutir os efeitos da medida provisória que baniu a operação das casas de apostas no Brasil. A Federação Paulista de Futebol também não participará do encontro.
A reunião está marcada para esta terça-feira, às 15h, e foi convocada pelo ministro Paulo Henrique Perna Cordeiro. O ofício foi enviado na manhã desta segunda-feira, 28, ao presidente da CBF, Samir Xaud. O documento foi direcionado aos clubes das Séries A, B, C e D e às federações estaduais, com pedido de mobilização para ampliar a participação.
O governo afirma que o objetivo é discutir o fortalecimento dos clubes e do futebol brasileiro. Entre os temas previstos está a renegociação de dívidas, com uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para tentar reduzir o impacto da perda de contratos de patrocínio com empresas de apostas.
Clubes confirmados e ausências
Além dos três clubes paulistas, Chapecoense, Mirassol e Cuiabá não devem ter representantes no encontro. Corinthians, Inter e Remo decidiram participar. Mais de 150 dirigentes foram convidados para a reunião.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e os dirigentes do clube consideram que o momento eleitoral, com eleições marcadas para o próximo domingo, não é adequado para o encontro. O clube também avalia que a medida provisória exige uma análise dos impactos antes de qualquer discussão.
Um presidente de clube da Série A afirmou que não espera resultados concretos da iniciativa. “Acho que é para confundir”, disse.
Posição da Federação Paulista
As 27 federações estaduais foram convidadas. A Federação Paulista de Futebol realizou uma reunião de emergência com seus filiados nesta segunda-feira para tratar do impacto da medida provisória.
A entidade informou que os clubes continuarão discutindo o tema de forma coletiva. Em 2025, as casas de apostas investiram mais de R$ 1 bilhão em contratos de patrocínio com equipes do Brasileirão. A competição tem patrocínio da Betano, empresa grega do setor.



