Matheus Candançan foi apontado como responsável por apenas um erro no clássico entre São Paulo e Santos, válido pelo jogo atrasado da 21ª rodada do Brasileirão. A falha teria ocorrido na aplicação do cartão a Lucas Veríssimo, após o pênalti marcado para o time são-paulino.
O defensor santista puxou o atacante do São Paulo pelo braço esquerdo dentro da área, em um lance considerado de impacto evidente. Apesar do bom posicionamento, Candançan consultou o VAR, comandado por Caio Max, antes de confirmar a penalidade.
Cartão para Lucas Veríssimo
A avaliação é de que Veríssimo deveria ter sido expulso. O atacante estava de frente para o gol, com apenas o goleiro à frente, e poderia finalizar. Como não houve disputa pela bola, o lance foi considerado uma oportunidade clara de gol. O árbitro, porém, mostrou apenas o cartão amarelo, possivelmente por entender que a infração interrompeu um ataque promissor.
O atacante do São Paulo também precisou deixar o campo para receber atendimento. Pela regra citada na análise, um jogador atendido após uma falta tática precisa permanecer fora por 1 minuto. A exceção vale para casos de força temerária ou jogo brusco grave. O gol do São Paulo saiu durante esse período, com a equipe em inferioridade numérica momentânea.
Lance envolvendo Diogines
O outro lance que provocou reclamações foi o contato entre Diogines e o atacante são-paulino. O defensor santista afastou a bola com a mão e, na sequência do movimento, atingiu o rosto do adversário.
A avaliação considera que não houve pênalti. O movimento teria sido necessário para fazer a defesa, e o contato com o rosto ocorreu durante a continuidade da jogada. A análise também diferencia esse lance de uma situação envolvendo Rafael e Murilo, em que o atacante teria tocado primeiro na bola e o goleiro atingido sua cabeça.
A torcida do São Paulo relacionou o lance a um pênalti marcado por Candançan contra Rafael em partida diante do Palmeiras. A avaliação, porém, considera as jogadas diferentes.
Candançan já era alvo de desconfiança entre torcedores são-paulinos por causa de uma partida do Paulistão, na qual teria cometido 2x erros graves contra o clube, posteriormente reconhecidos pela Federação Paulista. A CBF tinha conhecimento do risco de escalá-lo para o clássico no Morumbis, segundo a análise.



