A não expulsão de Larson, do Palmeiras, virou o principal ponto de discussão na arbitragem do clássico contra o São Paulo. O jogador acertou Iago em um carrinho rasteiro, com a perna reta durante e depois do contato, e atingiu o adversário com as travas da chuteira na altura da canela.
A avaliação é de que a força foi aplicada acima do tornozelo e que o lance reunia características de jogo brusco grave. Nesse cenário, Larson deveria ter recebido cartão vermelho, assim como Osório, defensor do São Paulo, que foi expulso durante a partida.
Decisões diferentes no mesmo jogo
Rafael Klein, responsável pela arbitragem de Palmeiras e São Paulo pela 27ª rodada do Brasileirão, marcou amarelo nos dois lances. No caso de Osório, porém, Rodrigo Dalonso, que estava no VAR, recomendou a revisão. Depois de analisar as imagens, Klein alterou a decisão e aplicou o vermelho.
Osório atingiu Piquerez com as travas na altura do tornozelo, após se lançar com o peso do corpo sobre a perna do adversário. A jogada foi considerada jogo brusco grave, justificando a expulsão.
Já no lance envolvendo Larson e Iago, o árbitro não foi chamado à cabine. A análise aponta que a recomendação de revisão também deveria ter acontecido, mas não há uma explicação apresentada para a diferença de procedimento entre as duas jogadas.
A atuação de Rafael Klein também foi questionada por sua dependência frequente do VAR. A avaliação é de que, quando a equipe de vídeo não intervém, decisões equivocadas do árbitro ficam expostas. Ao fim, a conclusão apresentada foi de que Larson deveria ter sido expulso por jogo brusco grave.



