A arbitragem de Ramon Abatti Abel foi considerada correta nos principais lances de Corinthians x Fluminense, pela 28ª rodada do Brasileirão. Daniel Nobre Bins atuou no VAR, e a análise apontou apenas um defeito no trabalho: o encerramento dos dois tempos antes do tempo mínimo de acréscimos.
O gol de empate do Corinthians foi validado porque Gustavo Henrique estava em posição legal. Samuel Xavier dava condição ao defensor corintiano, mas caiu após uma disputa pela bola e reclamou de uma possível falta de Memphis.
Na avaliação do lance, a bola ainda estava em disputa depois do confronto entre os defensores do Fluminense. Não havia domínio claro de Samuel Xavier, que pareceu se posicionar de costas para Memphis ao perceber a bola acima. O atacante, por sua vez, disputou a jogada de lado. Por isso, o contato não foi considerado falta, e o gol foi tido como legal.
Lances do primeiro tempo
No fim da etapa inicial, Kaio Cézar caiu dentro da área do Fluminense e pediu pênalti após contato com René. O defensor colocou o braço depois do drible, mas a análise considerou que isso, por si só, não caracterizou obstrução.
Os ângulos do lance indicaram que Kaio Cézar sentiu o contato e forçou a queda. Também não foi identificado outro contato que justificasse a penalidade. A decisão de não marcar pênalti, portanto, foi considerada correta.
Antes disso, Memphis atingiu Martinelli com as travas da chuteira. O contato ocorreu um pouco acima do peito do pé, mas não foi visto como uma ação de intensidade alta o suficiente para configurar jogo brusco grave. A decisão da arbitragem também foi aprovada nesse caso.
O gol do Fluminense gerou dúvida na imagem aberta, que dava a impressão de que Hulk estava adiantado. O sistema de impedimento semiautomático, porém, apontou posição legal. A tecnologia confirmou a validade do gol, mesmo com a avaliação de que a imagem exibida não era a melhor.
A condução de Ramon Abatti Abel foi classificada como excelente, com a ressalva sobre o tempo de acréscimos. A análise apontou que esse receio de deixar o jogo seguir além do mínimo é um defeito recorrente entre os árbitros no Brasil.



