A possibilidade de disputa pela bola foi o ponto decisivo para Marçal não receber cartão vermelho no duelo entre Botafogo e Palmeiras. A falta sobre Andreas Pereira, na entrada da área de ataque do Palmeiras, foi reconhecida, mas o lance acabou classificado como ataque promissor. Com isso, o defensor do Botafogo levou cartão amarelo.
Ferraresi estava ao lado do local da infração e foi considerado em condições de participar da jogada. A avaliação foi de que o defensor estava inteiro e ainda poderia disputar a bola com Andreas Pereira. Por esse motivo, os chamados 4 Ds não ficaram evidentes na jogada.
A análise não aponta que Ferraresi necessariamente chegaria antes do atacante. O entendimento é que a simples possibilidade de uma disputa impediu a conclusão de que Andreas Pereira ficaria sozinho diante do goleiro. Assim, o lance não foi tratado como uma oportunidade clara de gol.
A diferença entre as duas classificações gerou o debate após a partida: para a arbitragem, houve ataque promissor; para jogadores do Palmeiras, a jogada representava uma chance clara de gol. A infração em si não foi colocada em dúvida.
Outros lances da partida
Rodrigo Pereira foi o árbitro de Botafogo e Palmeiras, pela 26ª rodada do Brasileirão, enquanto Gilberto Castro Junior trabalhou no VAR. Barboza foi expulso após atingir a cabeça do atacante do Botafogo com o antebraço. A avaliação foi de falta temerária, punida com cartão amarelo. Como o defensor do Palmeiras já tinha recebido a advertência, acabou expulso.
Carlos Vinícius, autor de 2 gols, foi citado na análise por não ter recebido o segundo amarelo em um lance considerado semelhante.



