O Fluminense está entre os 21 clubes que acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os efeitos da Medida Provisória que determinou o fim das bets no Brasil. O caso está sob análise do ministro Luiz Fux, que avalia os argumentos apresentados nos processos e a posição da Advocacia-Geral da União (AGU).
A mobilização dos clubes passou a ser considerada um fator relevante para a expectativa em torno de uma decisão. As equipes argumentam que a aplicação da medida pode provocar impactos importantes nas finanças do futebol, principalmente por causa dos contratos de patrocínio firmados com empresas do setor de apostas.
Além do Fluminense, Flamengo, Cruzeiro, São Paulo e Botafogo também buscaram espaço nas ações que discutem o futuro das apostas esportivas no país. O Fluminense mantém uma parceria comercial com a Superbet, e o entendimento do STF pode interferir no futuro do acordo.
Possíveis efeitos no futebol
Sem uma liminar de Fux, os efeitos da MP podem começar a aparecer imediatamente nos campeonatos. Os jogos da Série B de terça-feira (6) e da Série A de quarta-feira (7) podem ser realizados com uniformes sem as marcas das casas de apostas, conforme as regras estabelecidas pelo governo.
Uma eventual decisão provisória do ministro suspenderia temporariamente os efeitos da medida. Paulo Vinícius Coelho, conhecido como PVC, informou que essa decisão poderia sair entre terça e quarta-feira.
Fux ainda analisa os pedidos apresentados pelos clubes. A decisão definirá se a proibição terá aplicação imediata ou se seus efeitos ficarão suspensos temporariamente enquanto o caso continua em discussão no STF.



