A Fifa identificou problemas na documentação do goleiro Lionel Mpasi para defender a República Democrática do Congo, mas decidiu não aplicar punição esportiva à seleção africana. Com isso, a equipe disputou a repescagem intercontinental, venceu a Jamaica e garantiu vaga na Copa do Mundo de 2026.
Mpasi havia defendido as categorias de base da França. Embora também tivesse nacionalidade congolesa, ele ainda não havia concluído corretamente o processo exigido para mudar sua nacionalidade esportiva e passar a defender a seleção da República Democrática do Congo.
Denúncia da Nigéria
A situação veio à tona durante uma revisão aberta após uma denúncia da Nigéria. A seleção nigeriana havia sido eliminada pela RD Congo na repescagem africana e questionou a elegibilidade de jogadores congoleses.
Os documentos indicam que a Fifa constatou que a Federação Congolesa de Futebol iniciou, em 2021, o procedimento para permitir a troca da França pela RD Congo. A documentação necessária, porém, não havia sido concluída quando o caso foi analisado.
A avaliação ocorreu antes da repescagem intercontinental. Entre as opções discutidas estavam reconhecer a vitória da Nigéria, multar a RD Congo, substituir os congoleses pela seleção nigeriana no confronto contra a Jamaica ou não tomar nenhuma medida.
A entidade escolheu a última alternativa, sob o argumento de que a denúncia havia sido apresentada fora do prazo. Sem sanção esportiva, a RD Congo enfrentou a Jamaica, venceu o confronto e se classificou para a Copa do Mundo de 2026.
Fifa nega interferência de Infantino
Em resposta, a Fifa afirmou que seus órgãos jurisdicionais são autônomos e que os processos são analisados conforme os regulamentos aplicáveis e os fatos apresentados. A entidade também declarou que Gianni Infantino não participou da decisão sobre a reclamação da Nigéria.
Mpasi fez parte do elenco congolês no Mundial. Na fase de grupos, a equipe perdeu para Portugal e Colômbia, venceu o Uzbequistão e avançou. Depois, foi eliminada pela Inglaterra no mata-mata.



