A eleição para a presidência da Fifa terá os votos das associações nacionais como fator decisivo. As confederações continentais não participam diretamente da escolha, e cada uma das 211 federações filiadas tem o mesmo peso na votação. Assim, o voto do Azerbaijão vale o mesmo que o do Brasil.
As candidaturas poderão ser inscritas até 28 de novembro. O pleito está marcado para 28 de março, em Rabat, no Marrocos. Se houver dois postulantes, será necessário alcançar maioria simples entre os votos válidos: 50% + 1, ou 106 votos. Com três ou mais candidatos, o primeiro turno exigirá dois terços, equivalentes a 140 votos. Caso ninguém atinja esse índice, o candidato com menor percentual será eliminado até restarem dois concorrentes, que disputarão a eleição por maioria simples.
Suíça deixa de apoiar Infantino
A Associação Suíça de Futebol decidiu não apoiar a reeleição de Gianni Infantino. A posição foi definida pela diretoria em 25 de setembro e divulgada cinco dias depois, após a entidade avaliar dois episódios: o plano de venda de participações da Fifa Forward Enterprise e a reversão da suspensão de Folarin Balogun.
A proposta da subsidiária previa a venda de 20% de participações para captar até R$ 21,5 bilhões. Apresentado pela gestão de Infantino depois da Copa do Mundo, o projeto recebeu rejeição massiva e foi arquivado.
O outro caso envolve Balogun, atacante dos Estados Unidos. Ele teria de cumprir suspensão na partida contra a Bélgica, pelas oitavas de final, mas a Fifa autorizou sua participação após movimentos da Casa Branca e de Donald Trump.
O presidente da associação suíça, Peter Knabel, afirmou que os acontecimentos levantaram dúvidas sobre liderança, governança, transparência e os processos de decisão da Fifa. A entidade, porém, declarou que a decisão não representa afastamento da organização e defendeu transparência, regras confiáveis e um sistema internacional de futebol unido e ético.
Apoios e oposição continental
A Uefa mantém uma ofensiva contra Infantino. Aleksander Ceferin, ao lado de líderes da Concacaf e da AFC, sugeriu usar as reservas da Fifa para ampliar os repasses às associações. Infantino propôs discutir a ideia em 15 de outubro, durante reunião do Conselho da Fifa.
Mesmo entre federações ligadas às confederações oposicionistas, o presidente tem recebido apoio. Azerbaijão, Letônia e Uzbequistão cumpriram agendas com Infantino, enquanto a Jamaica também sinalizou favoravelmente. Ele ainda conta com unanimidade na Conmebol e na CAF.


