Gianni Infantino se aproxima de uma nova disputa pela presidência da Fifa com apoio estimado em cerca de 75 votos. O dirigente ítalo-suíço já recebeu respaldo explícito da Confederação Africana, que representa 54 votos, e da Conmebol, com 10, além de federações asiáticas e de uma dissidência na Concacaf.
A eleição está prevista para 18 de março de 2027, durante o Congresso da Fifa. Até agora, nenhum candidato se apresentou para enfrentar Infantino. As inscrições permanecem abertas até 18 de novembro.
Cálculo para a eleição
Se houver dois concorrentes, a vitória exige maioria simples, correspondente a 50% + 1 dos votos válidos. Nesse cenário, são considerados 106 votos. Infantino tenta ampliar sua vantagem no Caribe e mira o apoio de 25 dos 31 participantes da União Caribenha de Futebol (UCF). Com esse resultado, chegaria perto do apoio de 100 federações.
México e Antígua e Barbuda estão entre os países que se posicionaram contra um comunicado da Concacaf. A entidade é presidida por Victor Montagliani, apontado como possível adversário de Infantino no processo eleitoral.
Caso a disputa tenha três ou mais candidatos, o primeiro turno exigirá dois terços dos votos válidos, totalizando 140. Se ninguém alcançar esse número, o candidato com o menor percentual será eliminado sucessivamente até restarem dois concorrentes. A decisão, então, ocorrerá por maioria simples.
Apoio na Oceania
Steeve Laigle, presidente da Federação de Futebol da Nova Caledônia, afirmou que a maior parte dos dirigentes da Oceania continua ao lado de Infantino. “A maioria dos presidentes da Oceania declarou seu apoio ao senhor Infantino. Nós o apoiaremos até o fim.”
A busca por votos ocorre após o dirigente perder apoio de federações, principalmente entre países da Uefa e da Confederação Asiática de Futebol. A reação veio depois da apresentação da Fifa Forward Enterprise (FFE), proposta que previa investimento privado na Fifa.


