Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, e Victor Montagliani, da Concacaf, pediram a Gianni Infantino, chefe da Fifa, a distribuição de US$ 10 milhões (R$ 51,5 milhões) para cada associação filiada à entidade. Os dois, que ocupam a vice-presidência da Fifa, assinaram o e-mail enviado ao dirigente.
A iniciativa pressiona o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária criada para negociar ações destinadas a investimento privado no futebol mundial. A proposta de revisão será apresentada ao Conselho da Fifa, depois de o plano original ter sido arquivado por críticas à forma como foi levado adiante, sem passar pelo colegiado.
Pedido por uso das reservas
Ceferin e Montagliani sugerem que as confederações avaliem quanto das reservas financeiras acumuladas pode ser liberado diretamente para as associações-membro. No documento, os dirigentes questionam se a venda de 20% das ações da subsidiária por quase R$ 20 bilhões seria necessária para ampliar os recursos destinados às entidades.
A reserva da Fifa ao fim do ciclo 2023-26 é estimada em US$ 6 bilhões (R$ 30,9 bilhões). Para os presidentes, o valor seria consideravelmente superior ao necessário para manter a entidade durante os anos de déficit posteriores a uma Copa do Mundo.
A sugestão é liberar US$ 10 milhões para cada uma das 211 associações durante o ciclo 2027-30. O repasse chegaria a US$ 2,1 bilhões (R$ 10,8 bilhões), além dos valores já pagos pelo programa Fifa Forward, voltado ao desenvolvimento do futebol.
Mesmo com a distribuição, as reservas não cairiam abaixo de US$ 1,5 bilhão, cerca de 50% acima do nível mínimo orçado pela Fifa para 2023-26. O e-mail também afirma que as associações não deveriam escolher entre desenvolvimento e boa governança, nem entre apoio financeiro e a análise independente de propostas.
O Conselho da Fifa se reunirá no dia 15 de outubro, com 37 integrantes: Infantino, oito vice-presidentes e 28 membros eleitos pelas associações. As candidaturas à presidência serão inscritas até 28 de novembro. A eleição está marcada para 28 de março, em Rabat, no Marrocos.



