Gianni Infantino confirmou que disputará novamente a presidência da Fifa em 2027, apesar da oposição de confederações e federações ao seu estilo de governar. A confirmação foi feita neste domingo por um porta-voz do dirigente ítalo-suíço.
“O presidente da Fifa anunciou em abril que se apresentaria à reeleição em 2027. Claro, nada mudou e o senhor Infantino se apresentará à reeleição”, afirmou o porta-voz.
Infantino tem 56 anos e enfrenta críticas relacionadas à proposta de administrar as receitas da Copa do Mundo por meio de uma empresa aberta a investidores privados. A ideia foi abandonada, mas a reação contrária continuou. O plano não havia sido consultado com os demais membros da Fifa.
No final de agosto, a Itália passou a integrar o grupo de federações nacionais que se posicionaram contra o presidente. Suécia, Escócia e Nova Zelândia também estão entre as federações citadas. Coletivos de torcedores, ex-jogadores e Sandor Csanyi, um dos vice-presidentes do Conselho da Fifa, igualmente se manifestaram contra Infantino.
A Uefa acusou o dirigente de gestão desleal e liderou uma ofensiva contra o projeto de investimento privado. A confederação chegou a ameaçar um boicote às competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina, mas retirou a ameaça no final de agosto. A intenção de impedir a permanência de Infantino, porém, foi mantida.
No início de agosto, Uefa, Concacaf e AFC enviaram uma carta conjunta à família do futebol para desautorizar o presidente da Fifa. Em sentido contrário, Infantino recebeu apoio por unanimidade da CAF, além do respaldo de parte da Conmebol, de outras federações, ex-jogadores e do presidente americano Donald Trump.
Disputa pela presidência
Infantino é, por enquanto, o único candidato declarado para a votação de março de 2027. Ele precisará de maioria simples entre as 211 federações filiadas à Fifa. Seu mandato começou em 2016 e foi renovado em 2023, com amplo apoio das federações europeias.
Victor Montagliani, presidente da Concacaf e vice-presidente da Fifa, é considerado o candidato mais provável para enfrentá-lo. Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, descartou a própria candidatura. Os interessados precisam se apresentar antes de 18 de novembro.
Caso seja reeleito para um quarto e último mandato, Infantino permanecerá no comando do futebol mundial até 2031. Ele está na Polônia para acompanhar o Mundial Sub-20 feminino e não respondeu a perguntas sobre o futuro quando foi questionado por jornalistas no sábado.



