A nova Medida Provisória que proibiu as atividades das casas de apostas no Brasil obriga os clubes da Série A a retirar essas marcas de uniformes, redes sociais e outras propriedades comerciais até 5 de outubro. A partir do dia 6, as plataformas deverão ser bloqueadas no país.
O Fluminense ainda não definiu os próximos passos. A Superbet é a patrocinadora máster do clube, que renovou o contrato até o fim de 2029. O acordo pode alcançar R$ 86 milhões por ano, considerando valores fixos e bônus. A marca, porém, não poderá continuar exposta dentro do prazo estabelecido pela nova regra.
Contratos em avaliação
Superbet, Betano e Sportingbet notificaram clubes sobre possíveis mudanças nos acordos. Fluminense, Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Vasco estão entre as equipes envolvidas nas conversas, sem confirmação de rompimento definitivo dos contratos.
O Fluminense também tem estoque de camisas produzidas com a marca da Superbet. O volume estimado é de aproximadamente seis meses de produtos com o patrocínio.
O Santos foi o primeiro entre os grandes clubes a suspender oficialmente a exposição de uma casa de apostas após a publicação da MP. A equipe interrompeu temporariamente a parceria com a Novibet e enfrentou o São Paulo sem patrocinador máster. O contrato continua vigente, e a marca pode voltar a ser exibida caso o cenário seja alterado. O acordo foi fechado no início de 2026 e previa R$ 35 milhões fixos por temporada, além de valores variáveis.
O Flamengo passou a publicar conteúdos nas redes sociais sem a marca da Betano na parte frontal da camisa e ingressou no STF para contestar a medida. O Botafogo também começou a divulgar imagens dos jogadores sem a exposição da VBET, inclusive em materiais relacionados aos treinamentos.
O Grêmio havia anunciado a Pitaco como patrocinadora máster apenas dois dias antes da publicação da MP. Desde então, o logotipo deixou de aparecer nos conteúdos do clube, que aguarda os próximos passos.
Impacto na Série A
14 dos 20 clubes da Série A tinham empresas de apostas como patrocinadoras. Bahia, Mirassol, Athletico-PR, Bragantino, Internacional e Coritiba não possuíam contratos com casas de apostas.
Além de Fluminense, Flamengo, Botafogo, Grêmio e Santos, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG, Cruzeiro, Vasco, Vitória, Remo e Chapecoense precisam adequar suas propriedades comerciais antes de 5 de outubro.




